Um grupo de 20 apaixonadas pela pesca partiu de Campo Grande para uma experiência de quatro dias no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Integrantes do Tops da Pesca embarcaram no dia 24 de setembro, ainda de madrugada, no Aeroporto Teruel, utilizando quatro aviões para chegar a uma fazenda na região de Corumbá. A expedição tem como proposta aproveitar a pesca, o contato com a natureza e a convivência entre as participantes.
A escolha pelo transporte aéreo tem relação principalmente com a dificuldade de acesso ao destino. Segundo a organização, o deslocamento terrestre pode levar cerca de 18 horas e depende das condições do período de seca, enquanto a viagem de barco dura aproximadamente 12 horas. Diante dessas limitações, os pequenos aviões se tornaram a alternativa para levar o grupo até a propriedade pantaneira.
O Tops da Pesca surgiu há cerca de cinco anos a partir da união de amigas interessadas pela atividade e cresceu ao longo do tempo. Atualmente, aproximadamente 70 participantes fazem parte do grupo, embora apenas 20 tenham seguido nesta expedição por causa da capacidade de hospedagem no destino. O hotel foi reservado exclusivamente para o grupo e, segundo as organizadoras, esta é a primeira vez que o estabelecimento recebe uma turma formada exclusivamente por pescadoras para uma viagem com essa finalidade.
A programação não é voltada para competição. Além das horas dedicadas à pescaria, foram planejadas atividades de integração fora d'água, incluindo luau, noite temática, bingo e karaokê. Até uma eventual disputa pelo maior peixe foi tratada apenas como brincadeira. A proposta é criar um período de desconexão da rotina e também proporcionar a troca de experiências entre participantes que têm diferentes níveis de experiência com vara, carretilha e iscas.
A aventura também mostra como a pesca esportiva no Pantanal vem conquistando públicos cada vez mais diversos. Entre as integrantes estão pessoas que pescam desde a infância e outras que tiveram contato recente com a atividade. Para além da expectativa de fisgar exemplares característicos dos rios da região, a viagem permite conhecer de perto a biodiversidade pantaneira e fortalecer vínculos criados em torno de um interesse comum. O grupo já planeja ampliar as experiências e aponta uma próxima edição na Argentina.