FETEC-MS 2026 reúne 469 bolsistas de 26 cidades em Campo Grande

Estudantes apresentam 100 projetos científicos na UFMS até 21 de outubro; Fundect bancou transporte, hospedagem e alimentação

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Divulgação/FUNDECT

Quase 470 estudantes de Mato Grosso do Sul deixam suas cidades nesta semana para mostrar o que produziram em laboratórios de escola pública. A Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) leva 469 bolsistas do PICTEC (Programa de Iniciação Científica e Tecnológica) e 100 projetos para a Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul, a FETEC-MS, que começou nesta quinta-feira (15) e segue até 21 de outubro de 2026 no Ginásio Moreninho, na UFMS, em Campo Grande.

O recorte geográfico chama atenção: são 142 bolsistas de Campo Grande e 327 vindos do interior, de 26 municípios sul-mato-grossenses. Para quem mora longe da Capital, a Fundect paga a conta inteira: transporte, hospedagem e alimentação. Quem é de Campo Grande recebe alimentação garantida pela fundação. Já os estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) têm o deslocamento organizado pela própria instituição, com a Fundect bancando a alimentação.

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Como funciona a disputa na feira

Os projetos ficam expostos em dois turnos, manhã e tarde, durante os dias de evento. Os estudantes concorrem à premiação geral da FETEC-MS e também a uma categoria criada especialmente pela parceria com a fundação, a Premiação Especial FETEC-MS/Fundect. A feira integra o Integra UFMS, guarda-chuva de atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação que a universidade promove desde 2011, reunindo estudantes do fundamental ao EJA (Educação de Jovens e Adultos).

Cinco anos de investimento em ciência na escola pública

O PICTEC nasceu para estimular pesquisa entre alunos do Ensino Médio e do Ensino Técnico Integrado de escolas estaduais, do IFMS e do Colégio Militar. A quinta edição, lançada em 2025, movimentou R$ 7,5 milhões em bolsas para 1.000 estudantes e 250 professores orientadores, responsáveis por 250 projetos de pesquisa.

Somando as cinco edições do programa, a Fundect já aplicou R$ 24,7 milhões, apoiou 850 projetos e concedeu mais de 4 mil bolsas. Na prática, o estudante bolsista recebe R$ 400 por mês durante um ano, enquanto o professor orientador fica com R$ 800 mensais pelo mesmo período. É esse fluxo de financiamento contínuo que agora chega ao Ginásio Moreninho em forma de protótipo, pôster e experimento, com cada um dos jovens pesquisadores de MS disputando espaço com colegas de outras regiões do estado, como mostrou outro projeto que levou estudantes de Miranda à semifinal nacional de uma feira científica.

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Fontes: FUNDECT; UFMS