Fazendinha Agrinho abre em Campo Grande com hortas e animais para alunos

Espaço no Parque Laucídio Coelho recebe visitas agendadas até agosto de 2027 e já soma 1.685 trabalhos de escolas no programa em 2026

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Fazendinha Agrinho abre em Campo Grande com hortas e animais para alunos
Arte/MSConecta

O Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, ganhou nesta quarta-feira (23) um espaço permanente dedicado a aproximar crianças da rotina do campo: a Fazendinha Agrinho, resultado de uma parceria entre o Senar/MS e a Acrissul. Alunos da Escola Sesc Horto foram os primeiros a circular pelas hortas, currais e estações interativas montadas no local, que a partir de agora recebe visitas de escolas públicas, privadas e de instituições de educação especial da Capital mediante agendamento prévio.

A iniciativa nasce dentro do Programa Agrinho, que neste ano completa 12 edições e já soma mais de meio milhão de crianças impactadas em Mato Grosso do Sul desde que começou. Em 2026, sob o tema "O agro que alimenta, gente que cuida!", o programa recebeu 1.685 trabalhos de estudantes, número 8% maior que os 1.559 registrados em 2025 — um indicador de que o interesse pela produção rural segue crescendo entre as novas gerações sul-mato-grossenses, mesmo as que vivem longe da porteira.

Currais, hortas e uma aula sobre a cadeia do leite

A estrutura da Fazendinha reúne equinos, bovinos e caprinos para ensinar noções de manejo e bem-estar animal, além de canteiros de hortaliças conduzidos por técnicos da ATeG e da Acrissul, que orientam os alunos em práticas básicas de cultivo. Uma estação interativa do Senar/MS complementa o roteiro com conteúdos sobre a cadeia produtiva do leite, jogos educativos e outras atividades ligadas ao Agrinho.

"Com o termo de cooperação técnica entre as instituições, nossos técnicos levam informações para essas crianças que vêm visitar a Fazendinha, tendo como base o Agrinho, um programa com 12 anos de atuação que já impactou mais de meio milhão de crianças e mostra a elas a realidade do agro no nosso Estado", explica Frederico Stella, diretor-tesoureiro da Famasul.

Aposta na formação de mão de obra para o campo

Para quem organizou o espaço, o objetivo vai além da visita escolar pontual: é also uma estratégia de longo prazo para o setor produtivo, que depende de gente qualificada para tocar as próximas safras e rebanhos. "Esse espaço, para nós, é de extrema importância porque envolve toda a parte educacional do agro. É aqui que a gente aproxima o campo da cidade e, principalmente, busca formação de mão de obra e uma expectativa futura de envolvimento dessas crianças com o agronegócio", destaca Guilherme Bumlai, presidente da Acrissul.

Na visão do superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, apresentar o agro ainda na infância é uma forma de plantar, literalmente, uma futura vocação profissional. "O Estado de Mato Grosso do Sul tem em sua vocação o agro como uma das principais atividades econômicas. Então, mostrar para as crianças a importância e o sentimento de pertencimento à área gera uma expectativa futura de empregabilidade e de busca por oportunidades dentro do setor como carreira", afirma. Atualmente, o Agrinho já está presente em 100% dos municípios de Mato Grosso do Sul, com mais de 600 escolas participantes, e a programação de visitas à Fazendinha segue prevista até agosto de 2027.

Fontes: SISTEMA FAMASUL; SENAR/MS; ACRISSUL


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