O Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), ligado à Prefeitura de Campo Grande, mantém um programa de oficinas gratuitas de culinária e artesanato voltado a moradores em situação de vulnerabilidade social que querem transformar uma habilidade doméstica em fonte de renda. A iniciativa mistura aula prática com noções de precificação, compra de ingredientes e venda do produto final.
Uma das alunas é a professora Maria Solange Lencina, de 66 anos, que perdeu o emprego na educação infantil em 2017 e passou a vender sopa paraguaia para sobreviver. A virada veio com a oficina "Mão na Massa", aplicada no Jardim Noroeste, onde ela aprendeu a preparar saltenhas, calcular preço de venda e escolher ingredientes mais baratos sem perder qualidade.
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O resultado já aparece na renda mensal da professora. "Já chegou mês de eu tirar R$ 3.000", contou Solange, que agora planeja ampliar a produção. "Vou pegar o pessoal aqui de casa, ou pagar uma pessoa, para a gente fazer umas 100, 150 saltenhas, assar tudo, congelar, para, na hora que a pessoa pedir, já ter. Dá para tirar uns 200 e poucos por dia", projetou.
Segundo a presidente do FAC, Adir Diniz, o conteúdo das turmas vai além da técnica de cozinha. "As oficinas do FAC levam conhecimento diferenciado na área da culinária, por exemplo, para ensinar não apenas como fazer um produto, mas sobre cultura, inclusão produtiva, economia circular e culinária sustentável, termos que fazem a diferença no empreendedorismo", afirmou.
As aulas também abordam aproveitamento integral de alimentos e redução de desperdício, prática que reduz custo de produção para quem vende comida como fonte de renda extra. A ideia do FAC é que o participante saia da oficina não só sabendo cozinhar, mas também vender, precificar e manter a higiene exigida para comercializar o produto.
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Fontes: PREFEITURA DE CAMPO GRANDE (FAC)