Consórcio Guaicurus promete quitar salários de motoristas na segunda após denúncias de “greve fake”
Motoristas haviam sido convocados para assembleia que decidiria sobre paralisação do transporte coletivo em Campo Grande
(Créditos: Reprodução)
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Após um período de impasse e denúncias sobre uma suposta "greve fake", o Consórcio Guaicurus anunciou que pagará os motoristas do transporte coletivo de Campo Grande na próxima segunda-feira (27). Um motorista revelou a notícia em vídeo, cancelando a assembleia prevista por conta do pagamento. A paralisação do dia 22 gerou descontentamento entre passageiros e motoristas, com suspeitas de que a empresa usa essas interrupções como pressão por novos repasses. O município, após reconhecer a situação, adiantou um repasse de R$ 2,3 milhões ao consórcio, permitindo nova negociação com a categoria.
Após dias de impasse e denúncias de uma suposta “greve fake”, o Consórcio Guaicurus voltou atrás e informou que realizará o pagamento dos motoristas do transporte coletivo de Campo Grande na próxima segunda-feira (27). A confirmação foi feita por um dos trabalhadores em um vídeo divulgado nas redes sociais, encerrando momentaneamente a crise entre a empresa e a categoria.
No vídeo, o motorista afirma que, após o retorno do consórcio, a assembleia prevista para a segunda-feira foi cancelada, já que o pagamento deverá ser feito no mesmo dia.
“Acabamos de receber, às 17h, o ofício do Consórcio Guaicurus afirmando que na segunda-feira vai cumprir com o pagamento de todos os trabalhadores”, disse o motorista.
Ele também agradeceu o apoio dos colegas: “Se não fosse pela união de todos, não teríamos alcançado esse resultado”.
Na sexta-feira (24), o STTCU (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande) percorreu os terminais da cidade para convocar os motoristas à assembleia-geral que definiria uma possível paralisação da categoria.
Paralisação e suspeitas de manobra
A paralisação registrada na quarta-feira (22) pegou de surpresa tanto os passageiros quanto parte dos próprios motoristas, reacendendo as suspeitas de que o Consórcio Guaicurus utiliza interrupções no serviço como forma de pressão por novos repasses públicos. O atraso no vale — adiantamento de parte do salário — foi o estopim da mobilização.
Em nota, a concessionária justificou os atrasos citando “insuficiência de recursos” e a necessidade de novos aportes da prefeitura para cumprir os compromissos trabalhistas. Após o episódio, o município adiantou o repasse de R$ 2,3 milhões ao consórcio, o que possibilitou a retomada das negociações com a categoria.