Colheita do milho termina no Norte e Centro de MS
Estado já retirou o cereal de 99,8% das áreas acompanhadas, enquanto produtores avançam no plantio da soja 2026/2027
A colheita do milho segunda safra 2025/2026 chegou ao fim nas regiões Norte e Centro de Mato Grosso do Sul e está praticamente encerrada em todo o Estado. Levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, aponta que 99,8% da área acompanhada já havia sido colhida, o equivalente a aproximadamente 2,2 milhões de hectares. Norte e Centro atingiram 100%, enquanto a região Sul registrava 99,7%, restando apenas áreas pontuais para a conclusão dos trabalhos. Os dados foram divulgados em 29 de setembro, tornando o balanço um dos mais recentes sobre a safra sul-mato-grossense.
A conclusão dos trabalhos alcança importantes municípios produtores. Entre as localidades das regiões Norte e Centro que terminaram a operação estão Chapadão do Sul, Costa Rica, Coxim, São Gabriel do Oeste, Sonora, Camapuã, Paranaíba, Três Lagoas, Água Clara, Campo Grande, Sidrolândia, Terenos, Ribas do Rio Pardo, Aquidauana, Cassilândia e Paraíso das Águas, entre outras. O avanço foi rápido na segunda metade de setembro: no levantamento referente a 18 de setembro, o Norte já havia terminado, mas o Centro ainda apresentava 99,5% das áreas colhidas.
Além de praticamente encerrada, a safra apresenta números superiores aos inicialmente esperados. A produtividade média foi estimada em 122,79 sacas por hectare, resultado 13,3% superior ao registrado no ciclo anterior. Com uma área cultivada estimada em 2,206 milhões de hectares, Mato Grosso do Sul poderá alcançar produção de aproximadamente 16,253 milhões de toneladas de milho, crescimento de 16,7% na comparação com a safra 2024/2025. As projeções foram atualizadas a partir das amostragens realizadas pelos técnicos do SIGA-MS nas lavouras acompanhadas.
O desempenho ficou bem acima das expectativas traçadas no começo do ciclo. Inicialmente, a projeção apontava produtividade média de apenas 84,16 sacas por hectare e produção de 11,139 milhões de toneladas. Depois dos resultados observados no campo, a estimativa de produção subiu 45,9% em relação à previsão inicial, refletindo principalmente as condições favoráveis verificadas durante o desenvolvimento das lavouras e os rendimentos obtidos nas áreas colhidas. Na reta final dos trabalhos, chuvas entre 10 e 140 milímetros chegaram a provocar atrasos pontuais na retirada do milho, mas também ajudaram a recompor a umidade necessária para a implantação da próxima safra.
Com o milho deixando as lavouras, as atenções do campo agora se voltam para a soja 2026/2027. Até 25 de setembro, o plantio havia alcançado 5,1% da área prevista, aproximadamente 248,6 mil hectares, ritmo 4,2 pontos percentuais superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior. O avanço, porém, ocorre de maneira desigual: o Sul tinha 6,2% da área semeada e o Centro, 5,9%, enquanto o Norte permanecia abaixo de 1% devido à irregularidade das chuvas. Para a nova temporada, a expectativa é de 4,874 milhões de hectares cultivados com soja, com produção projetada em 15,331 milhões de toneladas, consolidando a transição das lavouras sul-mato-grossenses entre o encerramento de uma das maiores safras de milho e o início de um novo ciclo agrícola.