CIN em MS: mutirões já emitiram 8 mil identidades em 2026

Polícia Científica leva novo RG a aldeias, centros de idosos e assentamentos; veja como funciona o atendimento itinerante em Mato Grosso do Sul

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Divulgação/SEJUSP-MS

Claudete de Freitas Soares usou a mesma carteira de identidade por quase 20 anos. Aos 65 anos, trocou o documento antigo pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) durante uma ação itinerante do Instituto de Identificação da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCi-MS), realizada no Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos (Ismac), em Campo Grande. Além da foto atualizada, o novo RG passou a trazer a identificação de pessoa com deficiência, algo que mudou a forma como ela é tratada em bancos e estabelecimentos comerciais.

"Mesmo eles vendo a gente, às vezes, com a bengala, parece que não chamava a atenção. Eles perguntavam pra gente: 'Você não enxerga?'", contou Claudete, que nasceu com baixa visão e perdeu a capacidade de enxergar por completo aos 28 anos.

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De janeiro a outubro de 2026, o Instituto de Identificação da PCi-MS realizou cerca de 90 ações itinerantes e mutirões em Mato Grosso do Sul, que resultaram na confecção de aproximadamente 8 mil CINs. O número é menor que o registrado em todo o ano de 2025, quando mais de 130 ações levaram à emissão de mais de 10 mil documentos no Estado. Somado aos postos fixos de identificação, o Estado contabilizou 948.309 carteiras emitidas entre 11 de janeiro de 2024 e 13 de outubro de 2026, segundo o relatório de remessas de documentos da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

De centros de convivência a aldeias indígenas

O público prioritário das ações móveis são pessoas com dificuldade de acesso aos postos convencionais: idosos, moradores de comunidades indígenas, rurais, quilombolas e ribeirinhas, além de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Foi assim que Melita Jacinta Brick, de 75 anos, trocou a identidade emitida em 1998 por uma nova CIN sem sair do Centro de Convivência de Idosos (CCI) Vovó Ziza, em Campo Grande, espaço que frequenta há 18 anos.

"Porque abrange CPF também, fica mais fácil, não precisa estar carregando um monte de documentos", disse Melita, que já usou o novo documento na compra de um imóvel, de um veículo e em atendimentos de saúde.

A expansão da rede fixa de identificação também avançou para fora da Capital. Em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SED), um posto foi instalado na Escola Estadual Nova Itamarati, no Assentamento Itamarati, em Ponta Porã. Novas unidades passaram a funcionar também nas aldeias indígenas Te'yikue, Lagoinha, Jaguapiru e Cachoeirinha, no distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina, e em estabelecimentos prisionais. Em Dourados, o serviço de identificação passou a ser oferecido em estrutura compartilhada com o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS).

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Fontes: SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA DE MATO GROSSO DO SUL (SEJUSP)