Cavado entre Paraguai e sul de MS mantém tempo instável nesta terça

Sistema atmosférico que passa pelo sul do estado alimenta temporais no Sul do país; veja onde chove mais forte nos próximos dias

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Engin Akyurt/Pexels
Engin Akyurt/Pexels

Um cavado atmosférico que atravessa o Paraguai e o sul de Mato Grosso do Sul antes de seguir para Paraná e Santa Catarina é o principal responsável pela instabilidade que atinge o país nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026. A configuração mantém a atmosfera carregada de umidade numa faixa que começa bem perto da fronteira sul-mato-grossense, segundo dados divulgados pelo Canal Rural com base na Climatempo.

O estado funciona como corredor de passagem do sistema, que ganha força ao longo do dia e desce sobre o Sul do Brasil provocando pancadas de moderada a forte intensidade. Para quem lida com lavoura e pecuária na região de fronteira com o Paraguai, o aviso é direto: a umidade que atravessa o território sul-mato-grossense nesta terça tende a se intensificar ainda mais nos próximos dias, conforme uma nova área de baixa pressão se forma sobre o país vizinho.

De olho na faixa entre Paraguai e o Sul do estado

A combinação de alta umidade, áreas de baixa pressão e outros sistemas atmosféricos segue favorável à formação de nuvens carregadas, aponta o levantamento. Além do volume de chuva, o boletim cita risco de temporais, rajadas fortes de vento, alagamentos e enxurradas em alguns pontos do trajeto do sistema.

Na quarta-feira, 7 de outubro, uma nova área de baixa pressão volta a se formar justamente sobre o Paraguai, reforçando as instabilidades que atingem o oeste do Paraná, o oeste de Santa Catarina e boa parte do Rio Grande do Sul, com rajadas de vento que podem chegar a 70 km/h.

Rio Grande do Sul é o ponto mais crítico da semana

O alerta mais grave do boletim recai sobre o Rio Grande do Sul, onde a chuva se intensifica entre quinta (8) e sexta-feira (9) e os acumulados podem chegar ou superar 100 milímetros por dia. Os solos já saturados e os rios em níveis elevados deixam o estado gaúcho mais vulnerável a alagamentos, enxurradas e novas cheias, segundo o levantamento.

No Sudeste, São Paulo e Rio de Janeiro também entram na rota de instabilidade nesta terça, com pancadas fortes previstas para o interior paulista, especialmente nas regiões de Botucatu, Sorocaba e Itapetininga, além da Grande Rio e da Região Serrana fluminense.


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