Campo Grande tem 3ª menor desocupação do país; veja setores que puxam alta
Taxa de desemprego na Capital cai para 3,1% e desemprego recua 27,3% em um ano; construção civil e serviços lideram abertura de vagas em 2026
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Campo Grande fechou o segundo trimestre de 2026 com a terceira menor taxa de desocupação entre as capitais brasileiras, atrás apenas de Cuiabá e Palmas. O percentual de desempregados na cidade caiu de 4,3% para 3,1% em um ano, segundo levantamento oficial que embasa o balanço divulgado pela Prefeitura Municipal. Em números absolutos, o contingente de pessoas sem trabalho recuou de cerca de 22 mil para 16 mil, queda de 27,3%.
O movimento não aparece isolado. A subutilização da força de trabalho, indicador que soma desempregados, subocupados e pessoas disponíveis mas que pararam de procurar emprego, também despencou: de 8,2% no segundo trimestre de 2025 para 5,1% neste ano, com o grupo encolhendo de 43 mil para 26 mil pessoas. Juntos, os números desenham um mercado de trabalho que aqueceu de forma consistente ao longo do ano, puxado por dois setores específicos.
Construção civil e serviços sustentam o saldo de vagasOs dados do Novo Caged mostram que, entre janeiro e agosto de 2026, Campo Grande somou saldo positivo de 3.772 empregos formais, resultado de 101.430 admissões contra 97.658 desligamentos. O setor de serviços foi o maior responsável pelo resultado, com 2.617 novas vagas líquidas, seguido pela construção civil, que abriu 1.357 postos no período. Agropecuária e indústria também fecharam no azul, com 251 e 181 vagas a mais, respectivamente.
Do outro lado, o comércio é o único setor que aparece no negativo, com saldo de -634 postos no ano. Ainda assim, é o segundo maior empregador da cidade, com 59.816 vínculos ativos, atrás apenas dos serviços, que concentram 125.936 vínculos formais no município.
Estoque de empregos supera período pré-pandemiaCom o resultado acumulado, Campo Grande chegou a 236.926 vínculos formais ativos em agosto, patamar 23,36% superior ao registrado em dezembro de 2019, antes da pandemia. São quase 45 mil empregos formais a mais do que havia na cidade cinco anos atrás, um salto que a prefeita Adriane Lopes atribui ao ambiente de negócios da Capital. "Campo Grande vive um momento importante de fortalecimento da sua economia. A redução do desemprego e o crescimento do emprego formal mostram que nossa Capital está criando mais oportunidades para as famílias", afirmou a prefeita.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana, Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, reforça que o desempenho combina geração de emprego com expansão da atividade produtiva. "Temos serviços e construção civil como importantes motores da geração de empregos, ao mesmo tempo em que observamos o crescimento da base empresarial e da atividade econômica", disse o secretário. Para quem acompanha o setor de construção civil em Campo Grande, o desempenho confirma uma tendência que já vinha sendo discutida em eventos do setor na cidade, assim como o crescimento registrado em agosto, quando os serviços também lideraram a criação de vagas.
Fontes: PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE