Campo Grande sanciona reajuste do magistério em 3 etapas até 2027
Lei sancionada nesta sexta-feira aplica 5,4% do piso nacional em parcelas de 2%, 1,4% e 2%, entre setembro de 2026 e janeiro de 2027
Foto: Rodrigo_Santos / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
A prefeita Adriane Lopes sancionou nesta sexta-feira (25) a lei que reajusta os salários dos professores efetivos da rede municipal de Campo Grande, aplicando em três parcelas o índice de 5,4% definido pelo Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério para 2026. O texto foi construído em conjunto com o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) e chancelado pela categoria em assembleia geral.
O acordo evita o reajuste de uma vez só e distribui o impacto financeiro entre o orçamento municipal deste ano e do próximo. Enquanto o piso nacional já havia sido calculado em 5,4% para todo o país, cabia a cada rede definir como pagar — e Campo Grande optou pelo escalonamento como forma de equilibrar caixa e atender à reivindicação da categoria sem descumprir a legislação federal.
Como fica o calendário de pagamentoA primeira fatia, de 2%, já vale desde 1º de setembro de 2026 e está no contracheque dos professores. Em dezembro, mais 1,4% se soma ao vencimento, elevando o acumulado a 3,4% sobre o salário de agosto. A conta só fecha em 1º de janeiro de 2027, quando entram os 2% finais e o reajuste completa os 5,4% definidos pelo piso nacional.
A proposta passou pelas secretarias municipais de Educação (Semed) e de Administração e Inovação (Semadi), que negociaram diretamente com a diretoria do sindicato antes de levar o texto à assembleia da categoria. Segundo a prefeitura, a aprovação ocorreu por quase unanimidade entre os profissionais presentes.
O que dizem prefeitura e sindicato"Hoje nós estamos avançando, foram feitas três parcelas com a tabela publicada, mas o magistério e a educação em Campo Grande continuam sendo prioridade", afirmou a prefeita Adriane Lopes durante a sanção da lei. Já o presidente da ACP, Giovano Bronzoni, destacou o processo de negociação: "da forma que foi feito eu tenho certeza, e foi aprovada por quase unanimidade na Assembleia da ACP, que nós tomamos a melhor decisão para o momento".
A secretária de Administração e Inovação, Andrea Alves Ferreira, classificou o momento como resultado de trabalho conjunto entre as pastas envolvidas, enquanto o secretário de Educação, Lucas Henrique Bittencourt, disse que a construção da proposta buscou "a melhor execução para que nós pudéssemos atender a categoria". Com a sanção, o texto segue para publicação e passa a orientar a folha de pagamento do magistério municipal nas próximas competências.
Fontes: PREFEITURA DE CAMPO GRANDE; CGNOTÍCIAS