A Comunidade Indígena Pirakuá, em Bela Vista, recebeu pela primeira vez armadilhas do tipo ovitrampa para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti. A ação é da Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o Centro de Controle de Vetores do município, que vinha ampliando o cerco contra as arboviroses também em áreas urbanas.
As ovitrampas funcionam como armadilhas para a fêmea do mosquito depositar ovos. Depois de coletado o material, as equipes de vigilância entomológica identificam os pontos com maior concentração do vetor e direcionam o trabalho de campo com mais precisão, em vez de atuar apenas por denúncia ou suspeita.
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A instalação na aldeia é resultado direto de um curso de capacitação realizado em outubro de 2026 no Polo Base de Antônio João, voltado especificamente para a implementação da estratégia de vigilância entomológica em territórios indígenas de Mato Grosso do Sul. Profissionais de Bela Vista participaram da formação e levaram a metodologia para a prática semanas depois.
Até agora, o monitoramento sistemático por ovitrampas em Bela Vista ficava concentrado na área urbana. Com a chegada dos dispositivos à Pirakuá, o município passa a cobrir um território que tem características próprias de ocupação e saneamento, e que historicamente fica fora do alcance das campanhas tradicionais de combate à dengue, à zika e à chikungunya.
A cidade, que fica na fronteira com o Paraguai, já havia lidado recentemente com outro desafio climático: em fevereiro, o transbordamento do Rio Apa forçou a retirada de famílias de áreas ribeirinhas, cenário que costuma aumentar os criadouros do mosquito. Antes disso, o município também havia reforçado o planejamento urbano ao liberar obras de pavimentação e esgoto para cerca de 2 mil moradores, outra frente que impacta diretamente o controle de água parada.
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Fontes: PREFEITURA MUNICIPAL DE BELA VISTA