Agro deve estar acima da polarização política, defende ministro da Agricultura

André de Paula afirma que setor responde por cerca de 25% do PIB brasileiro e precisa ser tratado como pauta de Estado

Por

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, defendeu que o agronegócio brasileiro seja visto como um ativo estratégico nacional, acima das disputas político-partidárias. Em entrevista publicada pelo Estadão, o ministro afirmou que “o agro não é vermelho nem azul” e destacou que o setor representa aproximadamente 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, sendo um dos principais motores da economia brasileira. 

Segundo o ministro, o fortalecimento do agronegócio depende da construção de diálogo entre governo, produtores e entidades representativas, independentemente de posicionamentos políticos. André de Paula avalia que o setor deve ser tratado como uma pauta nacional, capaz de unir diferentes correntes em torno de objetivos comuns, como aumento da produção, ampliação das exportações e geração de empregos. 

A defesa da despolitização do agro ocorre em um momento de forte expansão da produção brasileira e de abertura de novos mercados internacionais. Nos últimos meses, o país avançou em acordos comerciais, ampliou exportações para a União Europeia e segue fortalecendo sua presença em mercados estratégicos da Ásia, Oriente Médio e América Latina. O governo também vem anunciando medidas voltadas à modernização da produção e ao aumento da competitividade no campo. 

Para Mato Grosso do Sul, um dos estados mais ligados ao agronegócio nacional, a avaliação tem peso especial. A economia sul-mato-grossense é sustentada por cadeias como soja, milho, carne bovina, celulose e bioenergia, setores que dependem de estabilidade institucional, acesso a mercados e segurança para investimentos. Nesse contexto, a mensagem do ministro reforça a importância de manter o agro como uma agenda estratégica para o desenvolvimento econômico e social do país.