2026 começa com eleições, reforma tributária e mudanças no trabalho
Novo ano começa com decisões políticas, mudanças econômicas, calendário favorável e expectativas dentro e fora de campo
Brasileiros terão desafios e responsabilidades importantes neste novo ano. Foto: Google Gemini
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O ano de 2026 traz importantes eventos para o Brasil, incluindo eleições gerais, reformas tributárias e discussões sociais. A eleição presidencial destacará a reeleição de Lula e a candidatura de Flávio Bolsonaro, enquanto estados como Mato Grosso do Sul enfrentam disputas acirradas. No âmbito da justiça, o STF será pressionado por propostas de ética, e uma nova reforma tributária impactará finanças estaduais e municipais. Também há expectativa pela Copa do Mundo, marcada por feriados favoráveis, e intervenções no transporte público de Campo Grande.
2026 começa com uma agenda carregada de expectativas, tensões e decisões que devem marcar a vida dos mais de 213 milhões de brasileiros. O novo ano reúne eleições gerais, mudanças profundas na tributação, debates sobre jornada de trabalho, feriados prolongados e, no campo simbólico, a esperança de um título mundial que encerre um jejum de quase um quarto de século.
No centro desse cenário está um país politicamente polarizado, pressionado por ajustes fiscais e atento às decisões do Judiciário, enquanto estados e municípios, como Mato Grosso do Sul, tentam se adaptar às novas regras econômicas e manter investimentos essenciais.
Eleições gerais dominam o cenário político
O principal evento do calendário de 2026 será a eleição presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao fim do seu terceiro mandato e deve disputar a reeleição em um ambiente semelhante ao de 2022, marcado por forte divisão política.
Do outro lado, a direita se reorganiza após a condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e três meses de prisão por liderar o plano de golpe relacionado aos atos de 8 de janeiro. Inelegível, Bolsonaro indicou o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), como principal nome para enfrentar Lula nas urnas.
Além da disputa nacional, 2026 também renova governadores, senadores, deputados federais e estaduais, mobilizando partidos em todo o país.
Disputa acirrada em Mato Grosso do Sul
Em Mato Grosso do Sul, o processo eleitoral promete ser um dos mais competitivos dos últimos anos. Duas vagas ao Senado estarão em jogo, aumentando a pressão sobre lideranças políticas e partidos.
Para o governo do Estado, o atual governador Eduardo Riedel (PP) surge como favorito à reeleição. Seu principal adversário tende a ser o PT, que rompeu com a base governista e aposta na pré-candidatura do ex-deputado federal Fábio Trad, recém-filiado ao partido.
As eleições proporcionais também serão desafiadoras. Partidos trabalham para montar chapas competitivas tanto para a Câmara dos Deputados quanto para a Assembleia Legislativa, em um cenário de pulverização política e cláusulas mais rígidas.
STF segue no centro do debate público
Assim como em 2025, o Supremo Tribunal Federal deve permanecer sob forte escrutínio. A principal pauta do Judiciário em 2026 será a discussão de um Código de Ética e Conduta para ministros da Corte, proposta defendida pelo presidente do STF, Edson Fachin.
O tema ganhou força após denúncias envolvendo a relação de ministros com advogados e empresas que possuem processos no Supremo, como o caso do Banco Master, investigado por fraude financeira. Reportagens revelaram vínculos entre a instituição e ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o que intensificou cobranças por maior transparência.
A discussão sobre os limites da atuação dos magistrados promete gerar tensão interna no STF e repercussão política ao longo do ano.
Fim da escala 6×1 entra na pauta eleitoral
No campo social, o Governo Federal deve avançar no debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1. A proposta prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso, sem redução salarial.
O tema já tramita no Congresso. No Senado, a CCJ aprovou uma proposta mais ampla, que reduz a jornada para até 36 horas. Na Câmara, o texto aprovado é mais conservador, prevendo redução gradual para 40 horas, sem extinguir totalmente o modelo atual.
Para o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o ano eleitoral cria um ambiente favorável para o avanço da pauta, especialmente diante da pressão de trabalhadores mais jovens.
Reforma Tributária impõe ajustes e desafios
A partir deste 1º de janeiro, entra oficialmente em vigor a Reforma Tributária, iniciando a transição para um novo modelo baseado no IBS e na CBS, que substituirão impostos como ICMS e ISS ao longo dos próximos anos.
Em Mato Grosso do Sul, o impacto é direto. O governador Eduardo Riedel já reconheceu que o Estado terá perdas e precisará de compensações. Um dos principais efeitos será a extinção do Fundersul, fundo que historicamente financia obras e manutenção de rodovias estaduais.
Sem essa fonte de receita, o governo estuda alternativas como:
- mudanças na legislação estadual;
- reorganização do orçamento;
- concessões e novos modelos de pedagiamento.
Para os municípios, a orientação é fortalecer a arrecadação do ISS, essencial para garantir o chamado “seguro receita” durante a transição do novo sistema tributário.
Copa do Mundo reacende esperança nacional
Fora da política e da economia, 2026 também será ano de Copa do Mundo. A Seleção Brasileira entra na competição tentando encerrar um jejum de 24 anos sem títulos. A última conquista foi em 2002, com Ronaldo Fenômeno.
O Mundial será histórico: pela primeira vez, será sediado por três países, Estados Unidos, Canadá e México, com jogos em 16 cidades. A abertura acontece em 11 de junho, e a final está marcada para 19 de julho.
Calendário favorece feriados prolongados
O calendário de 2026 é um dos mais favoráveis dos últimos anos. Nove dos dez feriados nacionais caem em dias úteis, e sete deles em segundas ou sextas-feiras, facilitando feriados prolongados.
Em Mato Grosso do Sul, além dos feriados nacionais, entram datas estaduais como a Criação do Estado (11 de outubro) e o Dia da Consciência Negra (20 de novembro). Pontos facultativos, como Carnaval, Corpus Christi e vésperas de feriados, também ampliam as possibilidades de descanso.
Campo Grande começa o ano sob intervenção no transporte
Na Capital, 2026 inicia com um tema sensível: a intervenção no Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo. A medida foi determinada pela Justiça após greve histórica dos motoristas e denúncias de irregularidades, como frota sucateada e descumprimento de obrigações trabalhistas.
A Prefeitura deverá nomear um interventor para assumir a gestão do contrato, em meio a investigações do Ministério Público e desdobramentos da CPI do Transporte na Câmara Municipal.