Fibromialgia em Campo Grande: carteirinha agora é solicitada online
A Secretaria Municipal de Saúde mudou o processo e digitalizou o pedido pelo Portal Cuida Mais; veja os documentos exigidos e o prazo de análise.
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Quem vive com fibromialgia em Campo Grande tem agora um caminho mais simples para garantir a Carteirinha de Identificação da Pessoa com Fibromialgia: desde janeiro deste ano, o pedido pode ser feito pela internet, pelo Portal Cuida Mais da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), sem a necessidade de ir pessoalmente a uma unidade. A mudança encerrou o processo que era conduzido pelo antigo sistema de Condição Permanente e dá ao cidadão a possibilidade de acompanhar cada etapa da solicitação diretamente na tela do celular ou computador.
A fibromialgia é uma condição crônica que provoca dores generalizadas, cansaço persistente e outros sintomas que interferem diretamente na rotina de quem convive com o diagnóstico. A carteirinha garante direitos previstos na legislação municipal — e a digitalização do processo é uma resposta à dificuldade que parte dessa população encontrava para acessar o documento, já que a própria condição pode tornar deslocamentos um obstáculo.
Como fazer o pedido pelo Portal Cuida MaisO acesso começa pelo portal, na opção "Acesso ao Cidadão", onde o usuário deve selecionar "Condição Permanente – Fibromialgia". No primeiro acesso, o sistema pede o CPF como login e os quatro primeiros dígitos do CPF como senha provisória — após isso, o próprio sistema solicita a criação de uma senha definitiva. Uma vez dentro da plataforma, basta selecionar "Informar nova condição permanente", preencher os dados e anexar os documentos.
A lista de documentos exigidos inclui: CPF, RG, Cartão Nacional de Saúde (CNS), comprovante de residência em Campo Grande dos últimos três meses e laudo médico com o CID de fibromialgia emitido nos últimos seis meses. Os arquivos devem estar legíveis, em formatos PDF, JPG, JPEG, PNG ou HEIC, e com tamanho máximo de 2 MB cada. "A mudança para o Portal Cuida Mais facilita a orientação ao cidadão, porque todo o processo pode ser acompanhado pelo próprio usuário. É importante que a pessoa esteja atenta ao preenchimento das informações e à documentação solicitada, para evitar pendências na análise", explicou Bárbara Medeiros, representante da área técnica de doenças crônicas da Sesau.
Prazo, aprovação e o que fazer se o pedido for reprovadoApós o envio, a análise pode levar até 21 dias úteis. O acompanhamento é responsabilidade do próprio solicitante — a Sesau não entra em contato individual para informar sobre aprovação ou disponibilidade da carteirinha. O status do pedido aparece no próprio portal: se estiver como "pendente", o processo ainda está em avaliação; se for "reprovado", o sistema exibe o motivo e permite que o usuário corrija as informações e reenvie a solicitação. Quando aprovada, a carteirinha fica disponível para download diretamente no portal.
Quem esquecer a senha pode recuperá-la pela opção "Esqueci a minha senha", informando CPF e nome da mãe — desde que tenha um e-mail cadastrado no e-SUS PEC. Caso não haja e-mail registrado ou se os dados pessoais estiverem desatualizados, a atualização precisa ser feita presencialmente em uma Unidade de Saúde da Família (USF). Para atendimento presencial relacionado ao processo, a Sesau indica o endereço na Rua Bahia, nº 280, Jardim dos Estados, de segunda a sexta, das 7h às 17h.
Quais direitos a carteirinha garante em Campo GrandeO documento está amparado pela Lei Municipal nº 6.491/2020, atualizada pela Lei nº 6.702/2021. A legislação assegura que pessoas com fibromialgia sejam incluídas nas filas de atendimento preferencial em estabelecimentos públicos e privados no município. A lei também autoriza o uso de vagas de estacionamento reservadas a idosos, gestantes e pessoas com deficiência — um direito que muitas vezes passa despercebido por quem convive com a doença.
A digitalização do processo representa um passo relevante para uma população que historicamente enfrenta barreiras de acesso a serviços de saúde. Em Campo Grande, onde a rede municipal atende centenas de casos de doenças crônicas, tornar o pedido acessível por celular é também reconhecer que mobilidade é, ela mesma, parte do problema que a carteirinha pretende resolver.
Fontes: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE CAMPO GRANDE (SESAU)