Juti e Naviraí lideram ventos de quase 100 km/h em MS com frente fria
Frente fria derruba temperaturas no Cone Sul e Grande Dourados; Aral Moreira acumulou 37,2 mm de chuva e alerta de granizo segue até o fim do dia.
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Uma frente fria avançou sobre Mato Grosso do Sul na manhã desta terça-feira, 1º de setembro, derrubando temperaturas e levando chuva intensa e rajadas de vento próximas dos 100 km/h a diversas cidades do estado. Os dados são do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), que acompanhou as condições até as 8h30 e registrou volumes expressivos de precipitação especialmente no Cone Sul e na região de fronteira.
A combinação de chuva, vento forte e queda brusca de temperatura é típica da chegada de frentes frias vindas do sul do continente nesta época do ano, quando o outono ainda trava disputa com as últimas massas de ar quente. O episódio desta terça reforça que setembro em MS não significa, necessariamente, tempo estável — e que moradores das regiões mais afetadas devem redobrar a atenção até o fim do dia.
Juti registra vento mais forte; Aral Moreira lidera chuvaEntre as cidades monitoradas pelo Cemtec, Juti registrou a rajada de vento mais intensa do estado: 99 km/h, velocidade capaz de derrubar galhos, danificar coberturas e provocar quedas de energia. Logo atrás veio Naviraí, com 96,5 km/h, seguida por Dourados (81 km/h), Itaporã (79,2 km/h) e Ponta Porã (77 km/h). Todas estão no Cone Sul e na Grande Dourados — exatamente a faixa mais exposta à passagem do sistema.
No recorte de chuva acumulada nas últimas 24 horas, o topo do ranking ficou com Aral Moreira, que registrou 37,2 milímetros. Na sequência aparecem Ivinhema com 35,8 mm, Nova Alvorada do Sul com 35,2 mm, Bataguassu com 33,4 mm, Anaurilândia com 32,4 mm, Ponta Porã com 32,2 mm e Iguatemi com 31 mm. Já Campo Grande acumulou 12,4 mm, enquanto Dourados chegou a 22,4 mm e Naviraí a 25,2 mm.
Granizo e novas tempestades no radar para a tardeO Cemtec não descarta novos episódios de instabilidade ao longo desta terça. A previsão indica possibilidade de tempestades pontuais acompanhadas de raios, rajadas de vento e até queda de granizo em alguns pontos do estado. Moradores de cidades já afetadas devem evitar áreas abertas durante os picos de instabilidade e garantir que calhas, telhados e áreas externas estejam asseguradas.
A queda de temperatura deve ser mais sentida nas regiões Sul, Cone Sul e Grande Dourados — justamente onde os ventos mais fortes foram registrados pela manhã. A mudança representa alívio do calor acumulado nos dias anteriores, mas exige atenção redobrada de quem trabalha em lavouras ou tem estruturas mais vulneráveis.
Por que o Cone Sul de MS foi o mais castigadoA geografia explica a concentração dos registros mais severos no sul do estado. A região faz fronteira com o Paraguai e o Paraná, e é a primeira a receber os sistemas frontais que chegam pelo sul do Brasil. Sem barreiras naturais significativas, o vento ganha velocidade antes de atingir as cidades — o que explica por que municípios como Juti, Naviraí, Ponta Porã e Iguatemi aparecem repetidamente no topo das estatísticas climáticas durante episódios desse tipo.
Para produtores rurais da região, a atenção é ainda maior: ventos acima de 70 km/h podem causar danos em culturas em estágio inicial de plantio, algo relevante para um estado que já começa a se preparar para a safra de verão. O Cemtec recomenda acompanhar os boletins ao longo do dia, disponíveis no site oficial do órgão.
Fontes: CEMTEC