Soja dispara no Brasil e saca atinge R$ 161 em Paranaguá

Demanda chinesa, dólar forte e alta em Chicago impulsionam mercado; preços da safra 2027 se aproximam de R$ 150 por saca

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O mercado brasileiro de soja encerrou a última semana em forte alta, impulsionado por uma combinação de fatores externos e internos. A saca do grão alcançou R$ 161 em Paranaguá (PR), um dos principais portos exportadores do país, refletindo o avanço das cotações na Bolsa de Chicago, o aumento das compras chinesas, prêmios elevados nos portos e a valorização do dólar frente ao real.

A demanda aquecida da China, principal compradora da soja brasileira, continua sustentando os preços internacionais. O cenário é reforçado pelo ritmo consistente das exportações brasileiras e pela expectativa de estoques globais mais ajustados, fatores que têm dado suporte ao mercado nas últimas semanas.

Na Bolsa de Chicago, referência mundial para a formação dos preços da commodity, o contrato com vencimento em novembro fechou cotado a US$ 12,68 por bushel. Já o contrato para março de 2027 encerrou o dia em US$ 12,88 por bushel, aproximando-se do importante patamar psicológico de US$ 13.

No mercado físico nacional, os prêmios de exportação seguem elevados, ajudando a ampliar a remuneração ao produtor. Somado ao câmbio favorável, o movimento fortaleceu as cotações nos portos brasileiros e em diversas regiões produtoras do país.

As perspectivas também são positivas para a próxima temporada. Os preços negociados para a safra 2027 já se aproximam de R$ 150 por saca nos portos brasileiros, um patamar considerado atrativo para operações de comercialização antecipada.

Para os produtores rurais, especialmente em estados como Mato Grosso do Sul, Paraná, Mato Grosso e Goiás, o cenário abre uma janela de oportunidade para fixação de preços e proteção de margens. No entanto, especialistas alertam que fatores como clima, custos de produção e oscilações cambiais continuarão influenciando o mercado nos próximos meses.

Com a soja mantendo trajetória de valorização e a demanda internacional firme, o Brasil segue consolidado como principal fornecedor global do grão e protagonista no comércio agrícola mundial.


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