25ª edição do Festival de Inverno de Bonito começa nesta quarta com programação inédita

Maior evento cultural do Pantanal sul-mato-grossense chega ao jubileu de prata em julho de 2026, reunindo música, gastronomia e ecoturismo na cidade mais visitada de MS.

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A cidade de Bonito, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, abre nesta quarta-feira as portas para a 25ª edição do Festival de Inverno, o evento cultural mais tradicional do interior do estado. O jubileu de prata da festa marca um ciclo de duas décadas e meia de encontros que transformaram o calendário turístico regional e consolidaram Bonito como destino obrigatório também fora da temporada de verão.

Chegar à 25ª edição não é detalhe menor. O Festival de Inverno nasceu quando Bonito ainda construía sua reputação como capital mundial do ecoturismo, e cresceu junto com a cidade — tornando-se, ao longo dos anos, vitrine para artistas locais e nacionais, palco de debates sobre sustentabilidade e ponto de encontro de visitantes de todo o Brasil e do exterior. A data escolhida, pleno mês de julho, aproveita o pico das férias escolares e as temperaturas amenas que caracterizam o inverno pantaneiro.

Uma programação à altura do aniversário

A organização do evento preparou uma grade que mistura shows musicais, apresentações teatrais, oficinas culturais e atrações gastronômicas ao longo dos dias de festival. A culinária regional, com destaque para o peixe de rio e os sabores típicos do Pantanal, divide espaço com expositores de artesanato e produtores locais. Para os organizadores, a 25ª edição precisava ir além do já consolidado — daí a aposta em elementos inéditos que ainda serão revelados durante os dias de programação.

O festival acontece no centro de Bonito e em espaços ao ar livre que aproveitam a paisagem natural da Serra da Bodoquena. A estrutura montada para este ano é uma das maiores já vistas na história do evento, segundo a prefeitura municipal, refletindo o crescimento do interesse turístico pela região mesmo nos meses mais frios.

Bonito no inverno: turismo que vai além das águas cristalinas

Bonito é conhecida mundialmente pelos rios de águas transparentes, grutas e flutuações — atrações que têm seu auge no verão. O Festival de Inverno surgiu justamente para equilibrar o fluxo turístico ao longo do ano, e os números mostram que a estratégia funcionou. Julho é hoje um dos meses de maior ocupação hoteleira na cidade, disputando com o pico de dezembro e janeiro.

Para quem planeja a viagem, Bonito fica a aproximadamente 290 quilômetros de Campo Grande pela BR-060 e MS-382. O acesso é direto de carro ou por ônibus intermunicipais que partem da capital. A recomendação é reservar hospedagem com antecedência: a combinação de férias escolares com o festival eleva a demanda por acomodações em toda a região da Serra da Bodoquena, incluindo cidades vizinhas como Bodoquena e Jardim.

Impacto econômico e cultural para o Pantanal sul-mato-grossense

Eventos como o Festival de Inverno têm peso direto na economia de Bonito e do entorno. Restaurantes, pousadas, guias de turismo e comércio local registram aumento significativo no faturamento durante os dias de programação. O aquecimento vai além da cidade: municípios do Pantanal e da Serra da Bodoquena se beneficiam do transbordamento de visitantes que aproveitam a viagem para conhecer outras atrações da região.

A longevidade do festival — 25 anos ininterruptos, mesmo atravessando períodos de crise econômica e a pandemia de covid-19 — é apontada por gestores de turismo como prova da maturidade do destino Bonito. Mais do que entretenimento, o evento funciona como laboratório de boas práticas em turismo sustentável, tema central para uma cidade que faz do meio ambiente seu principal ativo econômico.

A programação completa está disponível nos canais oficiais da Prefeitura de Bonito e da Secretaria de Estado de Turismo de Mato Grosso do Sul.

Fontes: PREFEITURA DE BONITO, SECRETARIA DE ESTADO DE TURISMO DE MS