Escola de Governo e segurança pública recebem fatia maior em crédito de R$ 20,5 mi

Decreto publicado no Diário Oficial de MS redistribui verbas entre seis órgãos estaduais, com destaque para educação corporativa e reequipamento da segurança pública.

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O governo de Mato Grosso do Sul abriu, nesta quinta-feira (20), um crédito suplementar de R$ 20,5 milhões para reforçar o orçamento de seis órgãos e fundos estaduais. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado e redistributi recursos a partir de três mecanismos: superávit financeiro, excesso de arrecadação e cancelamento parcial de dotações em outras áreas — entre elas o Fundo para Desenvolvimento das Culturas do Milho e Soja, que devolveu R$ 4,19 milhões ao caixa comum.

A abertura de crédito suplementar é um instrumento rotineiro da gestão orçamentária, mas o volume desta rodada — e a diversidade dos beneficiários — chama a atenção: vão da capacitação de servidores à modernização do trânsito, passando pelo reequipamento das forças de segurança e pela regularização fundiária. O decreto não cria despesa nova no total, mas reorienta prioridades dentro do orçamento já aprovado pela Assembleia Legislativa.

Escola de Governo lidera as suplementações

A maior fatia individual do pacote vai para a Fundação Escola de Governo de Mato Grosso do Sul, que receberá R$ 6,76 milhões destinados à manutenção e à operacionalização de suas atividades. A fundação é responsável pela formação continuada dos servidores públicos estaduais — cursos de gestão, capacitações técnicas e programas de desenvolvimento de lideranças. Com o aporte, a expectativa é garantir a continuidade do calendário de treinamentos no segundo semestre.

Na sequência, o Fundo de Provisão de Recursos absorve R$ 4,96 milhões para cobrir serviços da administração indireta, e o Imasul-MS (Instituto de Meio Ambiente) garante R$ 3,89 milhões para a manutenção institucional — recursos que sustentam desde o monitoramento de queimadas no Pantanal até o licenciamento ambiental de obras no interior do estado.

Segurança pública e trânsito também ganham reforço

O Fundo Especial de Reequipamento da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública receberá R$ 2,54 milhões para a operacionalização e gestão de suas ações — verba que costuma financiar aquisição de equipamentos, viaturas e infraestrutura das forças de segurança. Já o Detran-MS terá R$ 640,3 mil extras voltados à execução, ao desenvolvimento e à modernização dos serviços prestados aos motoristas sul-mato-grossenses, linha que inclui projetos de digitalização do atendimento.

O Fundo de Regularização de Terras completa a lista com um acréscimo de R$ 1,69 milhão para apoiar ações de regularização fundiária — tema sensível em um estado onde disputas por terra envolvem produtores rurais, comunidades indígenas e assentamentos, especialmente nas regiões de Dourados e da Grande Dourados.

De onde vem o dinheiro — e o que foi cortado

Para compensar as suplementações, o decreto cancelou dotações em dois pontos do orçamento. O Fundo para Desenvolvimento das Culturas do Milho e Soja perdeu R$ 4,19 milhões, e a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) teve R$ 66,7 mil retirados. A maior parte do crédito, porém, foi coberta por superávit financeiro e excesso de arrecadação — o que indica que o governo encerrou etapas anteriores do exercício com saldo positivo em algumas rubricas.

O corte no fundo do agronegócio pode gerar atenção do setor produtivo, já que Mato Grosso do Sul é um dos maiores produtores de soja e milho do país — com cidades como Dourados, Maracaju e São Gabriel do Oeste concentrando boa parte da produção. Até o fechamento desta edição, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar não havia se pronunciado sobre o impacto prático do cancelamento nas ações previstas para este ano.

Fontes: GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO