MS descarta 5,2 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos e chega a 7% do total nacional
Mato Grosso do Sul atingiu marca expressiva no descarte correto de embalagens vazias de defensivos em 2025; ações do Campo Limpo ocorrem em Campo Grande e Sidrolândia nesta semana.
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Mato Grosso do Sul encaminhou 5.243 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas para destinação ambientalmente correta em 2025 — volume que representa 7% do total nacional e consolida o estado como um dos maiores contribuintes do Sistema Campo Limpo no país. O resultado será destacado durante o Dia Nacional do Campo Limpo, que promove ações presenciais em Campo Grande nesta terça-feira (18) e em Sidrolândia na quinta-feira (20), reunindo produtores rurais, revendas, cooperativas e fiscalizadores.
O dado ganha peso quando comparado ao cenário nacional: em todo o Brasil, foram destinadas corretamente 75.996 toneladas de embalagens em 2025, alta de 11% sobre o ano anterior e o maior volume anual já registrado pelo programa desde sua criação, em 2002. Nesse contexto, o desempenho sul-mato-grossense reflete tanto a expansão do agronegócio no estado quanto a capilaridade da rede de coleta, que combina pontos fixos e ações itinerantes para alcançar produtores mesmo em áreas remotas.
O que acontece em Campo Grande e Sidrolândia nesta semanaEm Campo Grande, a programação começa nesta terça com apresentação dos resultados estaduais, visita guiada à central de recebimento localizada na Avenida Henrique Bertin, 8.895, e café da manhã para os participantes. A expectativa é reunir ao redor de 200 pessoas entre as duas cidades ao longo dos dois dias de atividades. Já em Sidrolândia, a ação ocorre no formato itinerante na quinta-feira (20), com ponto de recolhimento acessível para quem não consegue se deslocar até uma central fixa — modelo que o sistema utiliza para ampliar o atendimento nas zonas rurais.
A 22ª edição do Dia Nacional do Campo Limpo acontece simultaneamente em 21 estados, com mais de 223 ações programadas para a semana de 18 de agosto. O modelo reúne agricultores, fabricantes de defensivos, distribuidores, cooperativas e poder público numa cadeia de responsabilidade compartilhada que funciona há mais de duas décadas.
Destino das embalagens: reciclagem e 38 produtos aprovadosDo total de embalagens devolvidas em âmbito nacional, 92% seguem para reciclagem. O material é processado e transformado em 38 tipos de produtos homologados, que vão desde componentes plásticos para construção até itens de uso industrial. O restante passa por incineração controlada, evitando a contaminação do solo e de corpos d'água — risco especialmente relevante em um estado como o Mato Grosso do Sul, que concentra parte expressiva do Pantanal e importantes bacias hidrográficas.
Desde a criação do programa, o volume acumulado de embalagens descartadas corretamente no Brasil ultrapassa 900 mil toneladas. O Sistema Campo Limpo conta com 424 unidades fixas de recebimento em todo o país e já realizou mais de 4,5 mil ações itinerantes para chegar onde as centrais permanentes ainda não operam.
MS, agronegócio e responsabilidade ambiental em expansãoO desempenho de Mato Grosso do Sul no descarte de embalagens acompanha a expansão consistente da produção agrícola no estado, que figura entre os maiores produtores nacionais de soja, milho e cana-de-açúcar. Quanto maior o uso de defensivos, maior o volume de embalagens geradas — e, por consequência, maior a responsabilidade sobre o destino correto dessas embalagens, exigência prevista na legislação ambiental brasileira.
A combinação de infraestrutura fixa em Campo Grande com ações itinerantes em municípios menores, como Sidrolândia, indica que o sistema está avançando para além dos grandes centros agrícolas. Para o produtor rural sul-mato-grossense, a devolução correta das embalagens não é apenas obrigação legal: evita passivos ambientais na propriedade, reduz o risco de contaminação de nascentes e mantém o acesso a mercados externos cada vez mais exigentes em critérios de rastreabilidade e sustentabilidade.
Fontes: SISTEMA CAMPO LIMPO, A CRÍTICA DE CAMPO GRANDE