Suzano projeta aumento da demanda por celulose no segundo semestre

Companhia vê sinais de retomada do consumo na Ásia e espera cenário mais favorável para o mercado global

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A Suzano demonstrou otimismo em relação ao mercado global de celulose para o segundo semestre de 2026. A avaliação da companhia é de que a demanda pelo produto deve ganhar força nos próximos meses, impulsionada pela retomada do consumo de papel na Ásia e pelo equilíbrio dos estoques na cadeia produtiva, especialmente na China. 

Durante conferência para apresentação dos resultados do segundo trimestre, o vice-presidente da área de celulose da empresa, Leonardo Grimaldi, afirmou que a companhia tem observado um ambiente mais favorável para o setor desde o início de agosto. Segundo ele, há sinais de crescimento no consumo de diferentes tipos de papel no mercado asiático.

“Vemos a demanda crescendo no consumo de papel de todos os tipos. É uma tendência positiva de consumo na China”, afirmou o executivo durante o evento. A avaliação da companhia é de que essa movimentação poderá fortalecer a demanda por celulose ao longo dos próximos meses. 

De acordo com Grimaldi, após um desempenho de mercado em julho semelhante ao observado no fim do segundo trimestre, agosto trouxe indicadores mais positivos. Entre eles estão o retorno da demanda sazonal e níveis equilibrados de estoques nos portos e nas fábricas de papel chinesas. Esse cenário, na visão da Suzano, tende a sustentar um segundo semestre mais aquecido para o setor. 

Além das perspectivas para o mercado de celulose, a empresa também comentou sua situação financeira. O vice-presidente financeiro da Suzano, Marcos Assumpção, afirmou que eventuais mudanças na política de retorno aos acionistas dependem da redução da alavancagem financeira da companhia para o patamar de 2,5 vezes. 

Ao final do primeiro semestre, a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado em dólar estava em 3,4 vezes, acima do índice registrado no mesmo período do ano passado.

O presidente-executivo da Suzano, João Alberto Fernandez de Abreu, reforçou que a prioridade da companhia segue sendo a redução do endividamento. Segundo ele, a empresa não possui projetos de fusões ou aquisições em andamento e pretende avançar nesse processo principalmente por meio da geração operacional de caixa e da venda de ativos fundiários. 

A projeção positiva da Suzano é acompanhada com atenção por Mato Grosso do Sul, onde a empresa mantém operações estratégicas e integra o principal polo de produção de celulose do país. O desempenho da demanda global tem impacto direto sobre investimentos, produção e movimentação logística da cadeia florestal instalada no Estado.