O Brasil se consolidou como um dos principais mercados globais da OpenAI. Segundo executivos da empresa responsável pelo ChatGPT, o país já está entre os cinco maiores mercados em geração de receita para a companhia e figura entre os três maiores em número de usuários, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.
A informação foi compartilhada por Oliver Jay, vice-presidente internacional de Estratégia e Operações da OpenAI. De acordo com o executivo, o mercado brasileiro apresenta uma elevada taxa de assinaturas pagas e segue registrando forte crescimento.
“O Brasil está, definitivamente, no top 5. A taxa de assinatura é bastante alta. É um mercado muito forte”, afirmou o executivo à Bloomberg Línea.
Número de usuários segue em expansão
Dados divulgados pela companhia mostram que o número de usuários brasileiros quase dobrou em relação a 2025. O volume de mensagens enviadas diariamente por usuários do país também cresceu significativamente, saltando de cerca de 140 milhões para aproximadamente 215 milhões por dia, avanço superior a 53%.
O Brasil também se destaca entre os desenvolvedores que utilizam a API da OpenAI. Atualmente, o país ocupa a segunda posição global nesse segmento e lidera o uso do Codex, ferramenta de programação baseada em inteligência artificial, na América Latina.
Mercado corporativo cresce cinco vezes
Outro destaque apontado pela empresa é a expansão da divisão corporativa. Segundo a OpenAI, a área de soluções empresariais cresceu cinco vezes no último ano, impulsionada principalmente pelo uso de agentes de inteligência artificial e pela adoção crescente da tecnologia por grandes organizações.
Para sustentar esse avanço, a companhia está ampliando sua equipe local e contratando profissionais especializados em implementação de soluções de IA dentro das empresas. O objetivo é ajudar clientes a extrair maior valor das ferramentas desenvolvidas pela OpenAI.
Itaú e Nubank estão entre os parceiros
Entre os exemplos citados pela empresa estão o Itaú e o Nubank. Segundo os executivos, o Itaú utiliza o ChatGPT em diferentes áreas da operação, enquanto o Nubank desenvolve um assistente digital voltado para investimentos utilizando inteligência artificial.
A OpenAI avalia que aplicações corporativas exigem níveis mais elevados de governança, segurança e controle, razão pela qual a companhia vem investindo em suporte especializado para implementação dessas soluções.
Novas parcerias e capacitação
Além do mercado empresarial, a empresa anunciou iniciativas voltadas à educação e à capacitação tecnológica. Entre as instituições parceiras estão o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Universidade de São Paulo (USP), a Prodam, a plataforma Estímulo e a legaltech Enter, considerada o primeiro unicórnio de inteligência artificial da América Latina.
Segundo os executivos, a estratégia da OpenAI no Brasil inclui ampliar o acesso às ferramentas gratuitas, estimular a formação de usuários e desenvolvedores e fortalecer a adoção da inteligência artificial por startups, pequenas empresas e grandes corporações.
Receita global pode superar US$ 40 bilhões
O avanço da operação brasileira ocorre em meio à forte expansão global da OpenAI. De acordo com dados citados pela Bloomberg, a companhia está a caminho de superar US$ 40 bilhões em receita anualizada, após ter registrado mais de US$ 20 bilhões em receitas em 2025.
A empresa também acompanha discussões sobre soberania digital e processamento local de dados. Embora não tenha confirmado investimentos em infraestrutura própria no Brasil, a OpenAI afirmou que permanece aberta a conversas sobre o tema à medida que o mercado brasileiro continua crescendo.