A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo na região da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. O anúncio foi feito pela presidente da companhia, Magda Chambriard, durante agenda em Oiapoque (AP), com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes do governo federal.
A descoberta ocorreu no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense e em uma lâmina d'água de 2.886 metros. Na semana passada, a estatal já havia informado a identificação de hidrocarbonetos no local, mas ainda sem confirmar a existência de petróleo.
“Tem petróleo, tem descoberta. A gente ainda não sabe quanto”, afirmou Magda Chambriard ao comentar os primeiros resultados da perfuração. Segundo a executiva, os trabalhos no poço continuarão pelos próximos dias para permitir uma avaliação mais precisa do potencial da reserva.
De acordo com a Petrobras, a etapa atual é de avaliação exploratória. O objetivo é determinar o volume de petróleo existente no reservatório e verificar se a quantidade encontrada possui viabilidade econômica para futura produção comercial.
A companhia informou que ainda restam aproximadamente mil metros de perfuração e que somente após a conclusão dessa fase será possível estimar o tamanho da descoberta. O investimento feito até o momento na operação já supera US$ 300 milhões, com custos diários estimados em cerca de US$ 1 milhão.
Petrobras amplia exploração na Margem Equatorial
Além da continuidade dos trabalhos no poço Morpho, a Petrobras protocolou junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pedido de licença para perfurar outros três poços na Margem Equatorial. A estatal também prevê novas campanhas exploratórias na região.
Segundo Magda Chambriard, a exploração dos demais poços será fundamental para dimensionar o potencial petrolífero da área. A presidente da companhia afirmou que a empresa está otimista com os resultados iniciais obtidos na costa do Amapá.
Licenciamento e segurança ambiental
A exploração da Foz do Amazonas é acompanhada de perto por órgãos ambientais. Em fevereiro deste ano, o Ibama aplicou multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras após um vazamento de fluido de perfuração durante operações na região. À época, a companhia informou que o incidente foi rapidamente contido e que adotou medidas corretivas.
Segundo a Petrobras, as exigências ambientais determinadas pelo Ibama estão sendo incorporadas às novas etapas do projeto. A estatal afirma utilizar sistemas de segurança e planos de emergência voltados à proteção da fauna e da flora da Margem Equatorial.
A descoberta reforça o interesse na Margem Equatorial brasileira, considerada uma das principais fronteiras exploratórias do país e frequentemente comparada a regiões produtoras de petróleo local