Feiras livres mantêm tradição, fortalecem economia e garantem renda para milhares de famílias
Com mais de mil feirantes cadastrados, atividade impulsiona a agricultura familiar, movimenta os bairros e preserva uma tradição que atravessa gerações.
Muito mais do que espaços de comercialização de frutas, verduras e produtos artesanais, as feiras livres continuam desempenhando papel fundamental na economia e na cultura de Campo Grande. Preservando tradições, fortalecendo pequenos negócios e aproximando produtores e consumidores, a atividade garante renda para milhares de famílias e mantém viva uma das mais tradicionais práticas do comércio popular da Capital.
Dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) apontam que Campo Grande possui atualmente 1.004 feirantes cadastrados. Considerando produtores rurais, familiares, auxiliares, transportadores e fornecedores, cerca de 2.500 pessoas dependem direta ou indiretamente da atividade para gerar renda e sustento.
Além de garantir o abastecimento dos bairros com alimentos frescos e produtos regionais, as feiras representam uma importante porta de entrada para pequenos empreendedores e agricultores familiares. O modelo reduz intermediários na comercialização dos alimentos, fortalece a produção local e estimula a circulação de recursos dentro do próprio município.
Segundo o secretário da Semades, Ademar Silva Junior, as feiras desempenham um papel estratégico para a economia local.
“Quem compra conhece quem produz, fortalece o comércio local e ajuda a manter centenas de pequenos negócios funcionando”, destacou o gestor.
Economia que movimenta os bairros
O impacto econômico das feiras vai muito além das bancas montadas semanalmente. A cadeia envolve produtores rurais, transportadores, fornecedores de insumos, fabricantes de equipamentos, comerciantes e prestadores de serviços, gerando emprego e renda em diferentes regiões da cidade.
Entre os principais polos estão a Feira das Moreninhas e a Feira do Guanandi, consideradas as maiores da Capital, reunindo mais de 460 feirantes, sendo referências do comércio popular e do abastecimento alimentar em Campo Grande.
A administração municipal também realiza ações permanentes de recadastramento e reorganização dos espaços, buscando melhorar as condições de trabalho dos permissionários e o atendimento oferecido à população. A atividade é regulamentada pela Lei Complementar nº 223, de 2014, que estabelece regras para o funcionamento e fiscalização das feiras livres na Capital.
Diante da importância econômica, social e cultural, as feiras seguem sendo um dos principais símbolos da vida comunitária nos bairros de Campo Grande, conectando tradição, empreendedorismo e desenvolvimento regional.