Amendoim bate recorde de produtividade mesmo com área menor plantada no Brasil
Rendimento médio deve chegar a 3.632 kg por hectare em 2026, alta de 2,4%, enquanto área cultivada encolhe 8,1%; feira nacional reúne setor em agosto
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O amendoim brasileiro está produzindo mais com menos terra. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o rendimento médio das lavouras deve alcançar 3.632 quilos por hectare em 2026 — uma alta de 2,4% em relação ao ano anterior —, mesmo com a área cultivada encolhendo 8,1% no mesmo período. A produção total deve fechar o ano em torno de 1,17 milhão de toneladas, consolidando o amendoim como uma das apostas mais eficientes do campo nacional.
O resultado contraria a lógica simples de que menos área significa menos grãos. Na prática, o avanço tecnológico no manejo das lavouras, aliado ao papel estratégico que a cultura ocupa nos sistemas de rotação, explica o salto de eficiência. Para produtores de Mato Grosso do Sul, que convivem com o desafio de manter a rentabilidade em áreas sob pressão de custo e desgaste de solo, o modelo de produção do amendoim oferece um caminho concreto de diversificação.
Leguminosa que recupera solo e gera renda extraAlém do desempenho nos mercados de alimentos, óleos e exportação, o amendoim tem uma função agronômica que o diferencia de outras culturas: por ser uma leguminosa, ele é capaz de fixar nitrogênio biologicamente no solo, reduzindo a dependência de fertilizantes sintéticos e melhorando as condições para o próximo cultivo. "Por ser uma leguminosa, contribui para a fixação biológica de nitrogênio e pode favorecer as condições do solo. No interior paulista, também é utilizada com frequência na rotação de áreas em renovação dos canaviais, ajudando a diversificar a atividade e a gerar uma fonte adicional de receita ao produtor", explica Bárbara Copetti, engenheira agrônoma da Ourofino Agrociência.
Em Mato Grosso do Sul, onde a pressão sobre o solo pela sucessão soja-milho é intensa, especialmente no Cone Sul e na região de Dourados, o amendoim desponta como alternativa viável de rotação. A cultura quebra ciclos de doenças e pragas comuns às gramíneas e ainda entrega resultado econômico ao produtor — um duplo benefício que vem atraindo atenção crescente de técnicos e cooperativas no estado.
Feira nacional reúne cadeia produtiva em agostoO setor se encontra entre os dias 12 e 14 de agosto na 8ª Feira Nacional do Amendoim, realizada na Estação de Eventos Cora Coralina, em Jaboticabal (SP), município reconhecido oficialmente como Capital Estadual do Amendoim. O evento concentra palestras técnicas, dias de campo, apresentações científicas e feira de negócios — um dos maiores encontros do segmento no país.
A Ourofino Agrociência mantém estande durante os três dias com foco no atendimento a produtores, consultores e distribuidores. No espaço, serão apresentados o fungicida Pontual®, registrado para o manejo de doenças da parte aérea do amendoim, e o inseticida ÍmparBR®, utilizado no tratamento de sementes da cultura. "Encontros como este aproximam quem produz, pesquisa e desenvolve tecnologias, criando um ambiente importante para discutir as necessidades reais do campo", afirmou Bárbara Copetti.
O que o salto de produtividade significa para o produtor sul-mato-grossenseProduzir mais por hectare é exatamente o tipo de eficiência que interessa a um estado como Mato Grosso do Sul, que figura entre os maiores produtores agrícolas do Brasil e enfrenta, ao mesmo tempo, pressão de custos e exigências crescentes de sustentabilidade ambiental. O avanço do amendoim no índice de rendimento demonstra que investimento em tecnologia de manejo — sementes melhoradas, fungicidas de nova geração e práticas de rotação bem planejadas — gera resultado mesmo quando a área disponível diminui.
Para o produtor que busca alternativas à monocultura e quer manter a saúde do solo sem abrir mão da receita, o modelo aplicado nas regiões mais desenvolvidas do amendoim no Brasil serve como referência direta. A tendência é que a cultura avance nas discussões de planejamento agrícola em MS à medida que os dados de produtividade se tornem mais conhecidos no campo.
Fontes: IBGE, OUROFINO AGROCIÊNCIA