Corumbá registrou a maior temperatura de Mato Grosso do Sul no mês de julho e liderou o ranking estadual de calor, com máxima de 38,3°C, segundo dados divulgados pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS). O levantamento leva em consideração informações das estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da rede estadual da Semadesc.
O desempenho reforça o cenário climático observado no Pantanal sul-mato-grossense, que enfrentou um mês de estiagem e temperaturas elevadas. Além de Corumbá, outras áreas das regiões norte, noroeste e oeste do Estado registraram baixos volumes de chuva durante o período.
De acordo com o balanço climático, enquanto municípios do extremo sul acumularam entre 90 e 120 milímetros de precipitação, grande parte do Pantanal registrou volumes entre 0 e 20 milímetros, com alguns pontos isolados chegando a 40 milímetros.
Apesar da seca em várias regiões, o Cemtec informou que julho encerrou com acumulado de chuva cerca de 17% acima da média histórica estadual. No entanto, a distribuição das precipitações foi considerada bastante irregular. Campo Grande liderou proporcionalmente o volume de chuvas, com índices 282% acima da média histórica, seguida por Nhumirim/Nhecolândia (245%), Mundo Novo (123%) e Itaquiraí (107%).
Amplitude térmica chamou atenção
Além do forte calor registrado em Corumbá, o mês foi marcado por grande variação de temperatura em Mato Grosso do Sul. Os termômetros oscilaram entre 0,4°C em Iguatemi, no extremo sul do Estado, e os 38,3°C registrados na cidade pantaneira.
A combinação de altas temperaturas, baixa umidade do ar e escassez de chuvas tem elevado a preocupação com incêndios florestais, especialmente no Pantanal, região que tradicionalmente sofre com condições climáticas severas durante o período seco.
Previsão indica continuidade da irregularidade
Segundo o Cemtec-MS, a tendência é de que a irregularidade das chuvas continue nos próximos meses. Os meteorologistas monitoram ainda a possibilidade de influência de um evento de El Niño de forte intensidade durante o segundo semestre de 2026, fenômeno que pode alterar padrões climáticos e influenciar o regime de precipitações em Mato Grosso do Sul.
Nos últimos dias, Corumbá tem aparecido frequentemente entre as cidades mais quentes do Estado e do país. No início de agosto, por exemplo, o município chegou a registrar 37,8°C e figurou entre as maiores temperaturas nacionais registradas pelo Inmet.
O cenário reforça a necessidade de atenção aos cuidados com hidratação, exposição ao sol e prevenção de queimadas, especialmente em regiões mais suscetíveis às altas temperaturas e à baixa umidade relativa do ar.
Fonte: Cemtec-MS, Semadesc e Inmet.