Pix e UnionPay: Brasil e China lançam projeto que integra sistemas de pagamento por QR Code

Parceria permitirá que turistas e consumidores chineses paguem diretamente em estabelecimentos brasileiros usando aplicativos bancários do país asiático

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Brasil e China deram mais um passo na cooperação financeira com o lançamento de um projeto-piloto que integra o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos Pix à rede chinesa UnionPay International. A iniciativa permitirá que turistas, empresários e consumidores chineses realizem pagamentos em estabelecimentos brasileiros por meio de QR Code, utilizando os mesmos aplicativos bancários usados em seu país de origem. 

A integração conecta dois dos maiores ecossistemas de pagamentos do mundo. De um lado está o Pix, criado pelo Banco Central do Brasil e utilizado por mais de 160 milhões de usuários. Do outro, a UnionPay, considerada a maior rede de pagamentos da China e presente em mais de 180 países. 

Na prática, o comerciante brasileiro continuará gerando normalmente o QR Code do Pix. O visitante chinês poderá escanear o código usando o aplicativo da UnionPay ou de bancos participantes conectados à plataforma chinesa de pagamentos. O sistema fará a conversão cambial de forma automática e em tempo real, enquanto o estabelecimento receberá o valor em reais na conta bancária. 

Segundo a UnionPay International, o projeto cria um canal de pagamentos transfronteiriços mais rápido, seguro e eficiente entre as duas maiores economias emergentes de seus respectivos hemisférios.

Impacto para turismo e comércio

A expectativa é que a novidade facilite a vida de turistas chineses que visitam o Brasil, eliminando a necessidade de trocar moeda em espécie ou utilizar cartões internacionais para compras do dia a dia. 

O sistema já poderá ser utilizado em cerca de 15 milhões de estabelecimentos brasileiros integrados ao Pix, número que deve crescer à medida que novas carteiras digitais internacionais sejam incorporadas ao projeto. 

Especialistas apontam que a medida também pode impulsionar o comércio eletrônico, o turismo receptivo e as relações comerciais entre Brasil e China, atualmente um dos principais parceiros econômicos do país. 

Cooperação financeira

A integração é resultado da aproximação entre o Banco Central do Brasil e o Banco Popular da China. Em maio de 2025, as instituições assinaram um memorando de entendimento para ampliar a cooperação estratégica na área financeira e de pagamentos digitais. 

Além de facilitar transações para turistas e empresas, a iniciativa faz parte do movimento de internacionalização do Pix. Atualmente, o sistema brasileiro já é utilizado em operações e parcerias que permitem pagamentos em diversos países da América do Sul, Europa e América do Norte. 

Expansão futura

A fase inicial contempla usuários do aplicativo UnionPay e bancos chineses participantes. Em etapas futuras, a previsão é ampliar o acesso para outras carteiras digitais globais conectadas à rede chinesa de pagamentos. 

A iniciativa reforça a crescente digitalização dos meios de pagamento e posiciona Brasil e China entre os países que mais avançam na integração de sistemas financeiros, criando facilidades para turistas, investidores e empresas que atuam entre os dois mercados. 

Fonte: UnionPay International, Banco Central do Brasil, Banco Popular da China


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