O arquiteto, urbanista, cenógrafo e artista plástico Luis Pedro Scalise morreu nesta quinta-feira (6), aos 58 anos, em Campo Grande. Reconhecido como um dos principais nomes da arquitetura sul-mato-grossense, ele estava internado em estado grave desde o fim de julho em um hospital particular da Capital. A causa da morte não havia sido divulgada pela família até a publicação desta matéria.
Natural de Florianópolis (SC), Scalise construiu grande parte de sua trajetória profissional em Mato Grosso do Sul, onde se tornou referência pela criação de projetos ousados e pela capacidade de unir arquitetura, arte, cenografia, iluminação e design em ambientes que fugiam dos padrões convencionais.
Com mais de 35 anos de carreira, assinou projetos residenciais, comerciais e de entretenimento em diversas cidades brasileiras, além de trabalhos internacionais em países como Catar, Jordânia, Dubai e Abu Dhabi. Sua marca registrada era a criação de espaços imersivos e cheios de personalidade, sempre valorizando experiências sensoriais e conceitos inovadores.
A vocação artística surgiu ainda na infância. Autodidata, Scalise pintou o primeiro quadro aos três anos de idade e, em 1980, tornou-se o mais jovem integrante da Associação de Artistas Plásticos de Mato Grosso do Sul. Posteriormente, formou-se em Arquitetura e Urbanismo pelo então Centro de Ensino Superior de Campo Grande
Entre os trabalhos que ajudaram a consolidar sua reputação estão projetos de bares, restaurantes, casas noturnas e empreendimentos comerciais que se tornaram referências em Campo Grande. Também ganhou destaque por criar cenografias temáticas e ambientes inspirados em experiências internacionais, sempre marcados por cores, formas orgânicas e forte identidade visual.
Nos últimos anos, o arquiteto voltou a dedicar atenção especial à pintura, outra de suas grandes paixões. Suas obras retratavam elementos da natureza, animais e paisagens com forte presença de cores vibrantes, característica que também influenciou seus projetos arquitetônicos.
A morte de Scalise provocou manifestações de pesar de entidades da arquitetura e do urbanismo. Em nota, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso do Sul (CAU/MS) destacou o legado deixado pelo profissional nas áreas de arquitetura, design e cenografia.
O velório será realizado nesta sexta-feira (7), no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, no Parque dos Poderes, aberto ao público. O sepultamento está previsto para ocorrer no Cemitério Santo Antônio.