Dourados recupera asfalto na Rua Frei Antônio com técnica de maior durabilidade

Secretaria de Obras atua no cruzamento com a Rua 20 de Dezembro, na região do Grande Água Boa, com método que substitui o tradicional tapa-buraco

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Dourados recupera asfalto na Rua Frei Antônio com técnica de maior durabilidade
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A Prefeitura de Dourados levou nesta quarta-feira, 29 de julho, uma nova equipe de recuperação asfáltica para a Rua Frei Antônio, no cruzamento com a Rua 20 de Dezembro, no Grande Água Boa — trecho que serve de rota de acesso a vários bairros da região sul e ao centro da cidade. Os serviços são executados pela Secretaria Municipal de Obras Públicas (Semop) e fazem parte de um esforço contínuo de recomposição da malha viária municipal.

O ponto escolhido concentra um problema crônico: a proximidade com o Córrego Paragem e o acentuado declive da via fazem com que o volume de água das chuvas que desce das ruas mais altas deteriore rapidamente o pavimento. A combinação entre drenagem insuficiente e tráfego intenso transformou o cruzamento em um dos pontos críticos da região sul de Dourados.

Metodologia diferente do tapa-buraco convencional

Em vez de simplesmente cobrir os buracos com uma camada superficial de asfalto — prática que costuma durar poucos meses em vias com esse nível de desgaste —, as equipes da Semop retiram toda a estrutura asfáltica comprometida antes de iniciar a reconstrução. O material utilizado na recomposição é o concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), que garante maior resistência e, segundo a prefeitura, aumenta significativamente a vida útil do trecho recuperado.

A mudança de estratégia foi adotada pela gestão atual desde o ano passado como resposta às limitações orçamentárias. O raciocínio é simples: com menos dinheiro do que o necessário para recapear toda a cidade de uma vez, prioriza-se fazer cada intervenção com qualidade suficiente para durar. "Temos consciência que a situação das ruas de diversos bairros não oferece condições seguras de trafegabilidade, causam prejuízos mecânicos e desgaste no cidadão, mas estamos trabalhando para amenizar esse problema no curto prazo e garantir recursos para obras de recapeamento asfáltico, pois somente assim a solução será definitiva", afirmou o prefeito Marçal Filho, que esteve no local durante vistoria técnica.

Moradores cobram também solução para o descarte irregular de lixo

A chegada das máquinas foi bem-vinda pelos moradores, mas não apagou outras queixas da vizinhança. O morador Nelson Francisco, que vive na região, elogiou o serviço de recuperação, mas chamou atenção para um problema paralelo: o descarte irregular de lixo e entulho às margens do Córrego Paragem, especialmente na Rua 20 de Dezembro. Segundo ele, mesmo depois de uma limpeza feita pelo município há cerca de duas semanas, o trecho voltou a acumular material descartado de forma inadequada.

O relato ilustra um dilema comum em cidades de médio porte: obras de infraestrutura precisam ser acompanhadas de mudança de comportamento da população. O descarte irregular, além de comprometer a estética do entorno, agrava o entupimento de galerias e potencializa justamente o tipo de erosão que deteriora o asfalto recém-recuperado.

Buscas por recursos e o tamanho do desafio em Dourados

O prefeito reconheceu que a malha viária da cidade acumula décadas de desgaste e, em sua avaliação, também sofre com a má qualidade de serviços realizados em gestões anteriores. Para ampliar a capacidade de recuperação, a administração municipal tem buscado emendas parlamentares federais e recursos do governo estadual — incluindo conversas diretas com o governador Eduardo Riedel.

Os resultados parciais já aparecem em obras de maior escala: atualmente, um trecho de 3 quilômetros das ruas Clóvis Cerzósimo de Souza e Iguassu recebe recapeamento completo com recursos de emendas federais e contrapartida municipal, assim como vias do BNH 4º Plano. Ao todo, a gestão contabiliza intervenções em dezenas de bairros desde que assumiu, entre eles Altos do Indaiá, Jardim Itália, Parque Alvorada, Jardim Universitário, Vila Eldorado e Jardim Guarujá, entre muitos outros.

O ritmo das obras na Rua Frei Antônio reflete tanto a urgência quanto os limites da recuperação urbana em uma cidade do porte de Dourados: a fila de ruas que precisam de atenção é longa, o orçamento é finito, e cada intervenção precisa ser pensada para durar — porque a chance de retorno tão cedo ao mesmo ponto pode não existir.

Fontes: PREFEITURA MUNICIPAL DE DOURADOS


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