Guarda Revolucionária do Irã anuncia destruição de centro de dados da Amazon no Bahrein

Ataque representa nova ofensiva iraniana contra infraestrutura ligada aos EUA em meio à escalada de tensões no Golfo Pérsico.

Por

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou na sexta-feira (24 de julho de 2026) a destruição do “prédio remanescente” de um centro de dados da Amazon no Bahrein.

O ataque integra a 27ª onda da Operação Nasr-2 (Vitória-2) e marca a continuidade dos esforços iranianos contra alvos considerados vinculados ao aparato militar dos Estados Unidos na região.
De acordo com o comunicado da IRGC, o complexo da Amazon Web Services (AWS) no Bahrein já havia sido atingido em ataque anterior, na terça-feira (21). O novo alvo era o último prédio funcional do centro, acusado pela Guarda Revolucionária de desempenhar “papel fundamental na coleta de informações para o Exército dos EUA”.

Imagens de satélite divulgadas pela agência iraniana IRNA na quinta-feira (23) mostram, segundo Teerã, a destruição da infraestrutura de nuvem da Amazon e de provedores associados no país do Golfo. O Bahrein abriga importante presença militar americana e é sede de operações estratégicas de tecnologia no Oriente Médio.

O ataque ocorre em meio à intensa troca de ofensivas entre Irã, Estados Unidos e Israel. A IRGC justificou a ação como resposta a bombardeios americanos contra instalações iranianas, incluindo a usina nuclear em construção em Darkhovin.

Explosões e atividades de defesa aérea foram relatadas em várias cidades iranianas nas últimas horas.

Paralelamente, o presidente Donald Trump teria sinalizado a possibilidade de um “ataque massivo” contra o Irã, segundo declarações recentes. Do lado iraniano, autoridades rejeitaram proposta de cessar-fogo mediada pelo Iraque, exigindo garantias mais amplas, especialmente quanto ao controle do Estreito de Hormuz, rota vital para o transporte de petróleo.

A destruição de centros de dados da Amazon no Bahrein pode afetar serviços de computação em nuvem utilizados por governos, empresas e operações militares na região. Embora a Amazon ainda não tenha se manifestado oficialmente sobre o último ataque, a AWS vinha registrando interrupções na região desde fases anteriores do conflito.

O episódio reforça a tendência de “guerra híbrida” no conflito atual, onde alvos civis e de infraestrutura tecnológica ganham relevância estratégica ao lado de bases militares tradicionais. A escalada ameaça ampliar ainda mais os efeitos econômicos e humanitários em todo o Oriente Médio.