Um incêndio florestal na região de fronteira entre Corumbá e a Bolívia já consumiu cerca de 3,7 mil hectares de vegetação em território boliviano. Apesar da extensa área atingida, o fogo perdeu intensidade nos últimos dias, mas continua sendo monitorado por equipes que atuam dos dois lados da fronteira.
De acordo com informações do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), a maior parte dos danos foi registrada na Bolívia, onde uma força-tarefa foi mobilizada para proteger estruturas estratégicas na região de Puerto Busch.
O incêndio teve início na semana passada, nas proximidades de Forte Coimbra, em Corumbá. Segundo os levantamentos mais recentes, a frente de fogo está sob controle e não há, neste momento, registros de focos considerados de maior gravidade no lado brasileiro do Pantanal sul-mato-grossense.
Na Bolívia, as chamas atingiram a Área de Manejo Integrado Otuquis, uma unidade de conservação localizada na província de Germán Busch, no departamento de Santa Cruz. Imagens registradas durante o avanço do fogo mostraram que os ventos intensos contribuíram para a rápida propagação das chamas pela vegetação.
Enquanto isso, equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Corumbá permanecem em alerta para impedir que novos focos avancem em direção ao território brasileiro. O trabalho inclui monitoramento constante das áreas de risco e acompanhamento das condições climáticas da região.
Dados de satélite também acendem um sinal de atenção para o Pantanal. Entre 20 de junho e 20 de julho, foram identificados 19 eventos de fogo ativo na região sul-mato-grossense, sendo três registros em junho e 16 em julho.
Os números representam detecções realizadas por sistemas de monitoramento remoto e não necessariamente incêndios distintos, já que um mesmo foco pode ser registrado mais de uma vez pelos satélites.
O aumento dos registros ocorre em meio ao período de estiagem, quando a vegetação fica mais suscetível à propagação do fogo, exigindo atenção redobrada das autoridades ambientais e das equipes de combate a incêndios no Pantanal.