Raízen vende usina de Caarapó por R$ 760 milhões e reforça reestruturação de ativos

Unidade em Mato Grosso do Sul foi adquirida pela Adecoagro e operação inclui cana própria e contratos com fornecedores

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A Raízen anunciou a venda da usina de Caarapó, localizada em Mato Grosso do Sul, para a Adecoagro por R$ 760 milhões. O pagamento será realizado à vista na conclusão da operação, prevista para ocorrer em 1º de outubro, dependendo da aprovação dos órgãos reguladores. 

Além da unidade industrial, o negócio inclui a transferência da cana-de-açúcar própria e dos contratos mantidos com fornecedores vinculados à usina. Juntos, esses ativos representam cerca de 3,5 milhões de toneladas de cana processadas na safra 2025/26.

Localizada no município de Caarapó, a planta possui capacidade para produzir açúcar, etanol hidratado, etanol anidro e energia renovável. Para a Adecoagro, a aquisição fortalece sua presença no Estado, já que a unidade está situada próxima às usinas da empresa em Angélica e Ivinhema. 

Segundo a companhia compradora, a proximidade entre as operações permitirá integrar a usina à estratégia de cluster industrial, ampliando o aproveitamento da matéria-prima disponível na região e aumentando a eficiência operacional. A empresa também sinalizou a intenção de expandir gradualmente a moagem da unidade por meio de investimentos adicionais. 

Para a Raízen, a venda faz parte de uma estratégia de revisão do portfólio agroindustrial. A empresa afirma que a medida busca simplificar operações, otimizar ativos e elevar a rentabilidade dos negócios. Após a conclusão da transação, a companhia passará a contar com 23 usinas e capacidade instalada para processar aproximadamente 69 milhões de toneladas de cana por safra. 

O movimento também reforça os sinais de continuidade do processo de desinvestimentos da empresa. Em declarações recentes ao mercado, executivos da Raízen indicaram que novas vendas de ativos sucroenergéticos podem ocorrer nos próximos anos, dando sequência ao plano de reorganização da companhia. 

A negociação representa uma das principais movimentações recentes do setor sucroenergético em Mato Grosso do Sul, Estado que se consolidou entre os maiores polos produtores de cana-de-açúcar, etanol e bioenergia do país.