Paraguai tem só 3 casos de dengue em três semanas e nenhuma morte em 2026

Ministério da Saúde paraguaio registra média de 102 notificações semanais e aponta tendência estável da doença no país vizinho a MS

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Paraguai tem só 3 casos de dengue em três semanas e nenhuma morte em 2026
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O Paraguai atravessa um dos períodos mais tranquilos da dengue em anos recentes: entre as semanas epidemiológicas 25 e 27 de 2026, apenas três casos confirmados foram registrados em todo o território nacional, sem nenhuma hospitalização e nenhuma morte, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde Pública do país vizinho. O total acumulado no ano chegou a 288 diagnósticos, número considerado baixo para o período, com a curva de notificações estabilizada em torno de 102 casos por semana.

Para os brasileiros que vivem na faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul — de Ponta Porã a Porto Murtinho, passando por Mundo Novo e Iguatemi — o cenário epidemiológico paraguaio é um termômetro importante. A livre circulação de pessoas, o comércio intenso e o turismo de compras fazem com que qualquer oscilação no lado paraguaio da fronteira repercuta diretamente nas cidades sul-mato-grossenses.

Três casos em três semanas: o que os dados revelam

Dos três casos identificados nas últimas três semanas, dois foram registrados no Departamento Central — a região metropolitana de Assunção — e um em Presidente Hayes, no Chaco paraguaio. O sorotipo identificado nas amostras analisadas foi o DENV-1, um dos quatro tipos do vírus da dengue. A Direção Geral de Vigilância da Saúde ressalta que o surto que havia afetado o município de Limpio, na Grande Assunção, também entrou em declínio, com apenas um caso notificado nas últimas semanas.

Ainda assim, as autoridades sanitárias alertam que onze regiões do país apresentaram aumento de notificações no período, entre elas Assunção, Alto Paraná, Itapúa e Concepción — áreas com intensa ligação comercial e cultural com o Brasil. O crescimento das notificações nessas regiões não implica surto, mas serve de sinal de atenção para a vigilância epidemiológica dos dois lados da fronteira.

Chikungunya aparece no radar com casos vindos da Bolívia

Além da dengue, o relatório paraguaio chama atenção para a chikungunya: no acumulado de 2026, são 18 casos confirmados no país, sendo três deles classificados como importados da Bolívia. O dado reforça uma rota de circulação viral que preocupa especialistas — Bolívia, Paraguai e Brasil formam um corredor de trânsito intenso, e arboviroses como chikungunya e zika podem se espalhar rapidamente nesse contexto.

Para quem viaja ao Paraguai a negócios, turismo ou compras — especialmente pelos terminais de Ciudad del Este e Pedro Juan Caballero, cidades que fazem fronteira direta com MS —, a recomendação é manter os cuidados básicos de proteção contra mosquitos mesmo em períodos de baixa transmissão.

Prevenção: o recado que vale dos dois lados da fronteira

O Ministério da Saúde paraguaio reforçou as orientações de eliminação de criadeiros do mosquito Aedes aegypti, lembrando que qualquer recipiente com água parada — de pneus velhos a pratos de vasos de planta — pode se tornar foco de reprodução. A recomendação inclui trocar diariamente a água dos bebedouros de animais, clorar piscinas e manter caixas-d'água bem tampadas.

A orientação de não se automedicar em caso de febre, dores no corpo ou mal-estar também foi reiterada pelas autoridades, que pedem que a população busque atendimento médico ao primeiro sinal de sintomas. Em cidades de fronteira como Ponta Porã, onde brasileiros e paraguaios compartilham a mesma calçada, a atenção redobrada é especialmente relevante: um caso de dengue confirmado no lado paraguaio pode ter contraído o vírus a poucos metros do território brasileiro.

O cenário estável no Paraguai é uma boa notícia para Mato Grosso do Sul, que historicamente enfrenta pressão epidemiológica maior nos meses quentes do ano. Com o inverno em curso e a reprodução do mosquito reduzida naturalmente, autoridades de saúde dos dois países têm uma janela importante para intensificar ações preventivas antes do próximo verão.

Fontes: MINISTÉRIO DA SAÚDE PÚBLICA DO PARAGUAI, AGÊNCIA IP


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