A tradicional Romaria Diocesana em honra a Nossa Senhora Aparecida, realizada em Dourados, agora é oficialmente reconhecida como Patrimônio Imaterial e Cultural de Mato Grosso do Sul.
A medida foi formalizada por meio do Decreto Legislativo nº 808/2026, publicado pela Assembleia Legislativa do Estado (ALEMS), consolidando a relevância da celebração no cenário religioso e cultural sul-mato-grossense.
Promovida anualmente no dia 12 de outubro, a romaria tem como principal ponto de concentração o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, localizado no distrito da Vila São Pedro, às margens da BR-163.
O evento reúne milhares de devotos vindos de diversas regiões do estado e até de localidades vizinhas, tornando-se uma das maiores manifestações de fé da região.
De acordo com dados apresentados durante a tramitação da proposta, cerca de 60 mil pessoas participaram da edição mais recente da romaria, evidenciando a dimensão e o impacto da celebração.
A proposta de reconhecimento é de autoria do deputado estadual Zé Teixeira (PL), que destacou a importância da tradição para a identidade cultural e religiosa do Mato Grosso do Sul.
Com o reconhecimento oficial, caberá ao Poder Executivo estadual, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), realizar os procedimentos necessários para o registro formal da celebração como patrimônio de natureza imaterial.
O processo seguirá as diretrizes previstas na legislação estadual de preservação cultural, garantindo proteção e valorização do evento ao longo dos anos.
Além do decreto, a romaria também foi recentemente incluída no Calendário Oficial de Eventos do Estado, por meio da Lei nº 6.581/2026, fortalecendo ainda mais sua institucionalização.
A medida amplia a visibilidade da celebração e reconhece seu papel como patrimônio vivo, que mobiliza comunidades e preserva tradições religiosas.
Com a formalização do título, a Romaria de Nossa Senhora Aparecida em Dourados passa a integrar o conjunto de manifestações culturais protegidas em Mato Grosso do Sul, reforçando sua importância não apenas como ato de fé, mas como expressão histórica e social da população.