Trem na fronteira com o Brasil voltou a operar em fevereiro e atrai turistas à Bolívia

Reativado após quase seis anos parado, transporte ferroviário passa a ser visto como alternativa turística e reforça integração com Corumbá

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O trem de passageiros que liga a fronteira do Brasil ao interior da Bolívia voltou a circular no fim de fevereiro deste ano e já começa a atrair a atenção de turistas interessados em uma experiência diferente de viagem pelo país vizinho. A composição parte de Puerto Quijarro, cidade boliviana integrada a Corumbá, e segue até Santa Cruz de la Sierra, principal polo econômico boliviano, em um trajeto que corta a região da Chiquitania. 

Conhecido popularmente como “Trem da Morte”, o serviço estava suspenso desde 2020 e foi oficialmente retomado em 27 de fevereiro de 2026, sob operação da concessionária Ferroviaria Oriental S.A.. A reativação marca o retorno de uma das rotas ferroviárias mais tradicionais da Bolívia e ocorre em meio a uma estratégia para estimular o turismo e a circulação de passageiros. 

O percurso tem cerca de 600 quilômetros e duração média entre 15 e 17 horas, com paradas em cidades do interior boliviano que raramente aparecem nos roteiros convencionais de viagem. O trajeto, que atravessa áreas rurais, florestas e pequenos centros urbanos, passou a despertar o interesse de mochileiros, turistas estrangeiros e viajantes brasileiros que cruzam a fronteira por Corumbá. 

Atualmente, o trem não opera diariamente. A frequência é semanal, com saída de Santa Cruz de la Sierra às sextas-feiras, em direção à fronteira, e retorno a partir de Puerto Quijarro aos domingos, no sentido inverso. 

O preço da passagem varia conforme o tipo de serviço e o trecho, ficando entre 130 e 230 bolivianos, o equivalente a aproximadamente R$ 100 a R$ 175. Os bilhetes podem ser adquiridos pela internet ou diretamente na estação ferroviária de Puerto Quijarro, após a passagem pela imigração na fronteira com o Brasil. 

Apesar do nome histórico, associado a surtos de doenças tropicais durante a construção da ferrovia no século passado, o trem voltou a operar em condições regulares de segurança. Autoridades bolivianas veem na retomada uma oportunidade não apenas de resgatar um símbolo da integração regional, mas também de fortalecer a economia local por meio do turismo ferroviário, aproveitando a proximidade com o Pantanal e a fronteira brasileira. 


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