Inverno em MS eleva risco de doenças respiratórias em bebês e crianças

SES-MS alerta famílias para medidas de proteção contra vírus respiratórios durante o período de frio, com atenção especial a crianças de até 5 anos.

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Com a queda das temperaturas em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) intensificou os alertas para famílias com bebês e crianças pequenas — o grupo mais vulnerável às complicações causadas por vírus respiratórios que se proliferam no inverno. A recomendação vai além do agasalho: envolve vacinação em dia, higiene reforçada e atenção a sintomas que podem evoluir rapidamente em crianças com o sistema imunológico ainda em formação.

O frio cria condições ideais para a circulação de patógenos que causam gripe, bronquiolite e outras infecções do trato respiratório. Ambientes fechados, típicos desta época do ano, amplificam a transmissão — o que torna as creches, shoppings e espaços de lazer cobertos pontos de atenção para pais e responsáveis. O cenário exige uma mudança de rotina que começa dentro de casa e se estende ao cotidiano escolar e social das crianças.

Imunização e distância de aglomerações são a primeira linha de defesa

A Lívia Maziero, gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES-MS, resume o risco com clareza: "Estamos em um período de maior circulação de vírus respiratórios, e os bebês e as crianças pequenas ainda têm o sistema imunológico em desenvolvimento. Por isso, evitar aglomerações, manter a vacinação em dia e reforçar os hábitos de higiene são medidas decisivas para reduzir o risco de adoecimento e, principalmente, de evolução para casos mais graves", afirmou a especialista.

A vacina contra a gripe é indicada para todas as crianças entre 6 meses e 5 anos e pode ser obtida nas unidades de saúde do estado. A imunização de toda a família também é recomendada, pois adultos vacinados funcionam como barreira de proteção para os menores. Crianças com sintomas — mesmo que aparentemente leves — não devem frequentar creches ou escolas, tanto pelo risco de agravamento do próprio quadro quanto pela possibilidade de transmissão a outras crianças.

Cuidados no ambiente doméstico fazem diferença no dia a dia

Dentro do lar, a vigilância precisa ser constante. Se algum morador apresentar tosse, coriza ou febre, o uso de máscara e a lavagem frequente das mãos são medidas essenciais antes de qualquer contato com a criança. Manter os cômodos — especialmente os quartos — ventilados e limpos reduz a concentração de vírus no ar, mesmo nos dias mais frios.

A higienização nasal com soro fisiológico é uma prática simples que pode aliviar sintomas e prevenir complicações respiratórias nos pequenos. Outro ponto destacado pela SES-MS é a exposição à fumaça de cigarro: ambientes com fumantes aumentam significativamente o risco de agravamento de quadros respiratórios em crianças. O aleitamento materno, especialmente nos primeiros meses de vida, e uma alimentação equilibrada ao longo da infância também fortalecem a imunidade e protegem o organismo contra infecções sazonais.

Quando buscar atendimento médico — e onde ir em MS

A SES-MS orienta que sintomas como chiado no peito, febre persistente e tosse intensa são sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata. Nesses casos, o encaminhamento para uma unidade hospitalar pode ser necessário. Para quadros mais leves, a recomendação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, evitando sobrecarregar as emergências hospitalares com casos que podem ser resolvidos na atenção primária.

O inverno em Mato Grosso do Sul costuma ser marcado por frentes frias intensas e queda brusca de temperatura, o que torna o monitoramento contínuo da saúde infantil ainda mais relevante. A combinação de vacinação, higiene, alimentação saudável e atenção aos sinais do corpo forma o escudo mais eficaz contra as doenças respiratórias desta estação — e a proteção começa com informação acessível para as famílias sul-mato-grossenses.

Fontes: SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MATO GROSSO DO SUL