Sem repasse do piso, enfermagem reduz atendimentos na Santa Casa de Campo Grande

Paralisação parcial mantém apenas metade do efetivo em atividade e sindicato cobra regularização imediata dos pagamentos

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Profissionais da enfermagem da Santa Casa de Campo Grande iniciaram, na manhã desta terça-feira (7), uma paralisação parcial nos atendimentos como forma de protesto contra o não pagamento da complementação do piso salarial referente ao mês de fevereiro. A mobilização impacta o funcionamento do hospital, que segue operando com cerca de 50% do efetivo para garantir a assistência mínima aos pacientes.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems), o recurso destinado ao pagamento é de origem federal e deveria ter sido repassado ao hospital por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). O sindicato afirma que o prazo para o repasse expirou na última semana, sem que o valor fosse creditado aos trabalhadores.

Em assembleia, a categoria decidiu manter a paralisação até que a situação seja normalizada. A direção sindical alerta que, além do atraso no piso, há insegurança quanto ao pagamento do salário mensal, diante da sinalização de dificuldades financeiras enfrentadas pela instituição. Caso não haja avanço, uma nova reunião está prevista para os próximos dias, com possibilidade de ampliação do movimento.

Atualmente, a Santa Casa conta com cerca de 1,4 mil profissionais de enfermagem, mas aproximadamente 300 estariam afastados por motivos de saúde, o que já compromete a escala de trabalho. A paralisação ocorre em meio a relatos de atrasos recorrentes desde o fim do ano passado, incluindo parcelas do 13º salário, o que tem agravado a insatisfação da categoria.