Paraguai exige carteira de vacinação contra sarampo nas rodoviárias
Autoridades sanitárias do país vizinho iniciam fiscalização nas terminais de ônibus para conter avanço do sarampo na região de fronteira.
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O Paraguai começa a fiscalizar a carteira de vacinação contra o sarampo nas principais rodoviárias do país, em uma medida emergencial das autoridades sanitárias para conter o avanço da doença que voltou a circular na região. A ação envolve a verificação do esquema vacinal de passageiros que circulam pelos terminais de ônibus, com foco especial em crianças e adultos sem histórico comprovado de imunização.
A iniciativa ocorre em um momento em que o sarampo — doença considerada erradicada em boa parte da América do Sul nas décadas passadas — ressurge com força em diferentes países do continente, pressionando governos a reforçar coberturas vacinais que foram afetadas pela pandemia de Covid-19. Para o Brasil, e especialmente para Mato Grosso do Sul, a medida tem relevância direta: o fluxo constante de pessoas entre as cidades fronteiriças como Ponta Porã, Mundo Novo e Porto Murtinho torna a fronteira uma zona sensível de transmissão de doenças infecciosas.
Fiscalização nos terminais como barreira sanitáriaA verificação das carteiras de vacinação nas rodoviárias paraguaias funciona como um ponto de contenção do vírus antes que ele se espalhe por outras regiões. Agentes de saúde estão posicionados nos terminais para checar a documentação dos viajantes e, em casos de ausência do registro vacinal, orientar sobre os postos de imunização disponíveis no país. A medida vale tanto para cidadãos paraguaios quanto para estrangeiros em trânsito.
O sarampo é altamente contagioso — estima-se que uma pessoa infectada possa transmitir o vírus para outras 12 a 18 pessoas não vacinadas em ambientes fechados, como terminais de transporte. Por isso, rodoviárias são consideradas pontos críticos de disseminação e alvos prioritários neste tipo de fiscalização sanitária.
Alerta para quem atravessa a fronteira pelo BrasilBrasileiros que viajam regularmente ao Paraguai — seja para compras em Pedro Juan Caballero, turismo ou trabalho — devem checar se estão com o esquema vacinal contra o sarampo em dia antes de cruzar a fronteira. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente na rede pública de saúde do Brasil e é recomendada para pessoas entre 12 meses e 49 anos que não tenham comprovante de duas doses.
No Brasil, o Ministério da Saúde já havia acionado alertas sobre a reintrodução do sarampo em países vizinhos e reforçado orientações para que estados de fronteira intensificassem a vacinação. Mato Grosso do Sul, com mais de 1.000 quilômetros de fronteira com o Paraguai e a Bolívia, está entre as unidades federativas que precisam manter atenção redobrada ao movimento de pessoas e ao histórico vacinal das populações fronteiriças.
Sarampo na fronteira: o que MS precisa acompanharA Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS) mantém vigilância epidemiológica ativa nas cidades do corredor de fronteira, mas ações como a adotada pelo Paraguai reforçam a necessidade de integração entre os sistemas de saúde dos dois países. Municípios como Ponta Porã, onde a divisão entre Brasil e Paraguai é literalmente uma rua, são os mais expostos a esse tipo de risco sanitário transfronteiriço.
Para moradores de MS que ainda não atualizaram a caderneta de vacinação, a recomendação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A imunização é gratuita, rápida e a proteção contra o sarampo começa a ser efetiva dias após a aplicação — um cuidado simples que pode evitar complicações graves, especialmente em crianças pequenas e imunossuprimidos.
Fontes: ELDIARIO.NET, MINISTÉRIO DA SAÚDE