Campo Grande registra cinco casos de raiva em morcegos em 2026 e Sesau emite alerta à população

Registros foram confirmados em quatro bairros da capital; autoridades orientam sobre como agir ao encontrar o animal e reforçam vacinação de pets

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Campo Grande está em alerta sanitário. 

A Sesau emitiu um comunicado à população após a confirmação de cinco casos de morcegos infectados com raiva em 2026 na capital.

O caso mais recente foi identificado na região central da cidade, após um morcego ser recolhido por equipe técnica do CCZ e passar por análise laboratorial.  
Os outros registros ocorreram nos bairros Vivendas do Bosque, Centro, Santa Fé e Jardim Campo Alto, todos confirmados por exames laboratoriais. Os três primeiros registros foram feitos em fevereiro e o quarto caso foi registrado em março.

O último caso de raiva humana em Campo Grande ocorreu em 1968. No interior do Estado, o registro mais recente foi em 2015, em Corumbá.

Quando o morcego oferece risco?

Segundo a Sesau, a população de morcegos em Campo Grande é formada principalmente por espécies frugívoras e insetívoras, que se alimentam de frutas e insetos e não representam risco quando permanecem em seu habitat natural. No entanto, esses animais podem ser portadores do vírus da raiva e transmitir a doença a outros mamíferos, como cães, gatos e até humanos.

Os animais foram recolhidos após moradores relatarem comportamento incomum, como atividade durante o dia ou incapacidade de voo — situações consideradas sinais clássicos de possível infecção.  
A Sesau reforça que qualquer morcego encontrado em situação anormal, seja caído no chão, vivo ou morto, ou dentro de residências, deve ser considerado suspeito.

O que fazer ao encontrar um morcego suspeito?

A recomendação principal é não tocar no animal em nenhuma hipótese, mesmo que esteja morto.  
O indicado é isolar o local para evitar o contato de outras pessoas, especialmente crianças, e acionar o CCZ para a retirada adequada do animal.

Em caso de contato acidental com um morcego suspeito, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação médica e possível início do protocolo antirrábico pós-exposição.

Contatos do CCZ: — Telefone geral: (67) 3313-5000 — Seg a sex, 7h às 17h: (67) 2020-1801 / (67) 2020-1789 — Seg a sex, 17h às 21h + sáb, dom e feriados, 6h às 22h: (67) 2020-1794
— WhatsApp: (67) 99142-5701

Vacinação de pets é a principal barreira

A Sesau reforça que manter a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia é fundamental para impedir a circulação do vírus no ambiente urbano. Os animais domésticos vacinados funcionam como uma barreira sanitária, interrompendo a cadeia de transmissão entre mamíferos e protegendo toda a comunidade.

A imunização está disponível durante todo o ano no CCZ, localizado na Avenida Senador Filinto Müller, nº 1.601, na Vila Ipiranga. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h.