Um novo espaço verde ganhou forma em Campo Grande na manhã deste sábado (28): o Bosque da COP15 foi inaugurado com o plantio de 250 mudas de árvores nativas do Cerrado e espécies frutíferas no Carandá Bosque, reunindo moradores, crianças, escoteiros e representantes de outros países num ato que misturou agenda diplomática e engajamento comunitário.
A iniciativa integra a programação da COP15, conferência internacional dedicada à conservação da biodiversidade e das espécies migratórias, sediada na capital sul-mato-grossense. Para além dos protocolos e negociações, o plantio coletivo trouxe ao evento um rosto local: quem participou foram cidadãos comuns que vivem e respiram a cidade no cotidiano.
A chefe escoteira Josiane Beraldo destacou o papel dos jovens na ação. Segundo ela, envolver crianças e adolescentes em práticas concretas de preservação transforma o discurso ambiental em experiência real. Um dos participantes mais novos, o estudante João Davi Sousa, de 9 anos, demonstrou consciência acima da idade ao explicar que as árvores plantadas servem de abrigo e alimento para as aves que habitam a cidade.
A dimensão internacional do evento ficou evidente na presença de autoridades como a coronel Gnido Assogba, responsável por recursos naturais do Benin, e a secretária-executiva da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), Amy Fraenkel, que reforçou que ações locais como o plantio têm efeito direto na proteção de espécies ao redor do planeta. A iniciativa foi reconhecida como modelo de como territórios podem se conectar a compromissos globais.
A prefeita Adriane Lopes afirmou que o bosque representa um compromisso duradouro da gestão municipal com a biodiversidade urbana, lembrando que Campo Grande abriga mais de 400 espécies de aves registradas. O presidente da COP15, João Paulo Ribeiro Capobianco, elogiou a organização e o acolhimento oferecido pelas delegações estrangeiras, enquanto o secretário estadual Jaime Verruck destacou o nível técnico dos encaminhamentos produzidos na conferência.
O Bosque da COP15 funcionará como área de abrigo e alimentação para aves migratórias, ampliando a cobertura vegetal urbana da capital. Para Mato Grosso do Sul, sediar um evento dessa magnitude reforça o protagonismo do estado no debate ambiental global — especialmente relevante para uma região que abriga biomas únicos como o Cerrado e o Pantanal, ambos sob crescente pressão climática e de desmatamento.
Fontes: PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE