A Páscoa tornou-se mais cara nos últimos cinco anos, com itens típicos acumulando aumentos de até 85%, superando a inflação oficial. Embora recentes fatores tenham causado uma desaceleração no aumento de preços, o chocolate continua sendo o principal responsável pela alta, com produtos como achocolatados e bombons subindo significativamente. A demanda sazonal por produtos de Páscoa também pressiona os preços, tornando a celebração mais desafiadora para o consumidor, que precisa estar mais atento às suas escolhas.
A Páscoa ficou mais cara, e não é de agora. Nos últimos cinco anos, itens tradicionais da data acumularam aumentos que chegam a 85%, bem acima da inflação oficial, tornando a celebração mais pesada para o consumidor.
Levantamento da Rico mostra que a chamada cesta de Páscoa subiu 50,75% entre 2021 e 2025. No mesmo período, o IPCA, principal indicador de inflação do país, avançou 33,13%.
Alta acumulada explica sensação de preços mais altos
A diferença ajuda a explicar por que o consumidor percebe a data como mais cara. Produtos típicos tiveram reajustes consistentes ao longo dos anos, superando a média da economia.
Apesar do avanço acumulado, o ritmo de alta perdeu força recentemente. Nos 12 meses até janeiro de 2026, os preços da Páscoa subiram 2,51%, abaixo da inflação geral, que ficou em 4,44%.
Esse movimento reflete fatores como juros elevados, câmbio mais favorável e maior oferta global de alimentos, que ajudam a conter preços no curto prazo.
O principal impacto vem do chocolate. Produtos como achocolatados acumulam alta de 85,10%, enquanto barras e bombons subiram 78,44% em cinco anos.
Mesmo com a queda recente no preço internacional do cacau, o efeito ainda não chegou de forma relevante ao consumidor. Custos de produção, logística e a demanda concentrada na época mantêm os preços elevados.
Nem tudo sobe. Produtos como azeite de oliva e açúcar registraram queda recente, o que ajuda a reduzir parte da pressão sobre a cesta.
A proximidade da Páscoa também pesa. O aumento da procura por chocolates e doces leva a reajustes típicos do período, reforçando a alta justamente quando o consumo cresce.
No fim, mesmo com sinais de alívio recente, o histórico de aumentos mantém a Páscoa como uma das datas mais sensíveis para o orçamento, e exige mais escolha do consumidor do que tradição automática.