Mato Grosso do Sul destaca-se como um importante produtor de energia limpa no Brasil, com 22 usinas de etanol que também geram bioeletricidade. Na safra 2024/2025, o Estado produziu 4,3 bilhões de litros de etanol, além de açúcar e bioeletricidade suficiente para o consumo residencial. O setor gera 34 mil empregos diretos e representa quase 20% do PIB industrial do estado. O biometano é a próxima fronteira da bioenergia, com investimentos como o da Atvos, que instalará uma planta para aumentar a eficiência da cadeia produtiva. Eventos como a 4ª Expocanas evidenciam a transformação do setor, que se reafirma como um eixo industrial e energético estratégico.
Mato Grosso do Sul consolida sua posição como um dos principais produtores de energia limpa do país apoiado em uma estrutura industrial robusta. Atualmente, o Estado conta com 22 usinas em operação, todas voltadas à produção de etanol e com capacidade de cogeração de bioeletricidade, sendo que 14 delas já comercializam excedente para a rede nacional.
Esse modelo, que integra produção de combustível e geração de energia, ajuda a explicar o avanço consistente do setor no Estado e reforça seu papel estratégico na matriz energética brasileira.
A força da bioenergia em Mato Grosso do Sul está diretamente ligada à escala de produção. Na safra 2024/2025, o Estado produziu 4,3 bilhões de litros de etanol, com participação crescente do milho, que já responde por 37% do total.
Além disso, o setor entregou 2,6 milhões de toneladas de açúcar e gerou 2.200 GWh em bioeletricidade, volume suficiente para abastecer o consumo residencial anual de todo o Estado.
Com cerca de 800 mil hectares de cana-de-açúcar e presença em 42 municípios, a cadeia produtiva se espalha de forma estratégica, conectando campo, indústria e distribuição.
O peso do setor vai além da produção energética. A bioenergia responde por cerca de 34 mil empregos diretos e movimenta mais de R$ 1,4 bilhão em massa salarial.
Esse conjunto posiciona o segmento como um dos principais motores da economia industrial sul-mato-grossense, representando quase um quinto do PIB industrial do Estado.
O avanço da bioenergia no Estado não se limita ao etanol e à eletricidade. O biometano surge como a próxima etapa desse processo.
Um dos exemplos é o investimento anunciado pela Atvos, que prevê a instalação de uma planta de biometano em Nova Alvorada do Sul. A unidade deve produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos por safra, a partir do aproveitamento de resíduos da cana-de-açúcar.
Na prática, isso amplia o uso da matéria-prima e adiciona uma nova fonte de energia renovável ao sistema, aumentando a eficiência da cadeia produtiva.
Esse movimento de expansão e diversificação foi evidenciado durante a 4ª Expocanas, realizada em Nova Alvorada do Sul. O evento reúne produtores, empresas e especialistas e funciona como um espaço de conexão entre tecnologia, mercado e investimentos.
Mais do que uma vitrine, a feira reflete a transformação em curso: um setor que deixa de ser apenas agrícola para se consolidar como um eixo industrial e energético.
Ao integrar produção em escala, diversificação energética e novos investimentos, Mato Grosso do Sul se posiciona em dois eixos centrais da economia global: transição energética e produção sustentável.
Esse movimento não apenas amplia a capacidade produtiva do Estado, mas redefine seu papel, colocando-o como um fornecedor relevante de energia limpa em um cenário de demanda crescente.