Em fevereiro de 2026, Mato Grosso do Sul obteve recorde nas exportações industriais, totalizando US$ 646,4 milhões, um aumento de 43% em relação ao ano anterior. No acumulado do bimestre, as exportações somaram US$ 1,17 bilhão, avançando 1% trimestralmente. A indústria respondeu por 81% da receita total, com os setores de celulose e papel, complexo frigorífico e óleos vegetais dominando as vendas. Os principais destinos das exportações incluem China, Estados Unidos, Itália, e Turquia.
As exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul alcançaram, em fevereiro de 2026, o melhor resultado já registrado para o mês em toda a série histórica. A receita somou US$ 646,4 milhões, conforme levantamento do Observatório da Indústria da Fiems.
O valor representa um crescimento de 43% em relação ao mesmo período de 2025, quando as exportações totalizaram US$ 451,6 milhões.
“Trata-se do melhor resultado já registrado para um mês de fevereiro em toda a série histórica das exportações industriais de Mato Grosso do Sul”, destacou o economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resende.
No acumulado do primeiro bimestre de 2026, a receita chegou a US$ 1,17 bilhão, avanço de 1% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando somou US$ 1,16 bilhão.
“Com isso, o Estado também alcança o melhor resultado da história para o período de janeiro a fevereiro nas exportações de produtos industriais”, reforçou Resende.
A indústria manteve forte protagonismo na pauta exportadora do Estado. Em fevereiro, o setor respondeu por 81% da receita total de exportações. No acumulado do ano, essa participação também se manteve no mesmo patamar.
Os setores de celulose e papel, complexo frigorífico e óleos vegetais lideraram as exportações no primeiro bimestre, respondendo juntos por 86% da receita estadual.
O segmento de celulose e papel acumulou US$ 464,8 milhões, com destaque para a pasta química de madeira. Os principais destinos foram China, Itália, Turquia, Holanda e Estados Unidos.
Já o complexo frigorífico somou US$ 419,3 milhões, com predominância de carnes bovinas desossadas (congeladas e refrigeradas) e cortes de frango. Entre os principais compradores estão China, Estados Unidos, Chile, Holanda e Uruguai.
O grupo de óleos vegetais e derivados registrou US$ 114 milhões em exportações, com destaque para óleo bruto de soja, farelos e resíduos da extração. Índia, Dinamarca, Tailândia, Holanda e Indonésia aparecem como principais destinos.