MS investe R$ 6,1 milhões em projetos para preservar o Pantanal

Recursos do PSA Brigadas apoiam iniciativas de combate a incêndios e proteção da biodiversidade no bioma

Por -Gabriela Porto
MS investe R$ 6,1 milhões em projetos para preservar o Pantanal
Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo
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O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul investiu R$ 6,1 milhões no programa PSA Bioma Pantanal, focando na conservação da vegetação nativa, proteção da fauna e desenvolvimento sustentável das comunidades. Treze projetos de ONGs, como o IHP, receberam recursos para ações de prevenção a incêndios e resgate de fauna. O programa abrange todo o Pantanal e visa apoiar iniciativas comunitárias, com novos editais previstos para 2027. Além disso, 126 mil hectares foram preservados, com incentivos para produtores que mantenham áreas nativas.

Para a preservação do Pantanal de Mato Grosso do Sul, a maior planície alagável do mundo, o Governo do Estado já investiu aproximadamente R$ 6,1 milhões como parte do programa PSA Bioma Pantanal. A iniciativa pioneira no Brasil incentiva a conservação da vegetação nativa, a proteção da fauna silvestre, a restauração ecológica e o fortalecimento das comunidades tradicionais.

O recurso foi destinado a 13 projetos de sete ONGs que desenvolvem ações integradas de desenvolvimento sustentável, com foco na melhoria da qualidade de vida das comunidades e da população que vive no Pantanal, como parte do programa PSA Brigadas.

O IHP (Instituto do Homem Pantaneiro) foi uma das ONGs beneficiadas e recebeu mais de R$ 1,4 milhão para executar três projetos que envolvem resgate técnico animal, comunicação integrada, manutenção e ampliação do Sistema Pantera na região da Serra do Amolar, além de fortalecer a brigada Alto Pantanal, que atua na prevenção de incêndios florestais.

“A iniciativa do governo tem um grande mérito por criar um programa de pagamento de serviços ambientais voltado à proteção do bioma. O programa atende iniciativas como a nossa e de proprietários de fazendas que têm boas práticas. No nosso caso, conseguimos recursos para fortalecer a nossa brigada, que atua na região da Serra do Amolar”, disse o diretor-presidente do IHP, Ângelo Rabelo.

Ações de prevenção e combate a incêndios

O programa abrange toda a porção sul-mato-grossense do Bioma Pantanal, estruturado nos subprogramas PSA Conservação e Valorização da Biodiversidade (PSA Conservação) e PSA Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PSA Brigadas).

“O PSA Bioma Pantanal tem um programa voltado para a prevenção e combate a incêndios, que é o ‘Brigadas’, destinado às ONGs, e também o ‘Conservação’, voltado para proprietários rurais com propriedades no Pantanal que tenham área excedente de vegetação nativa. A princípio, todos os contratos do PSA Brigadas e PSA Conservação finalizam em dezembro de 2026. A previsão é que em 2027 sejam lançados novos editais”, disse a coordenadora do programa PSA da Semadesc, Letícia Walter.

O PSA Brigadas tem como objetivo apoiar financeiramente projetos destinados a comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil, brigadas voluntárias, comunitárias ou particulares, e propriedades rurais com ações de prevenção, combate inicial e resgate de fauna.

Projetos contemplados no Pantanal

O primeiro edital do PSA Brigadas recebeu 28 inscrições, sendo 17 projetos classificados com valores de até R$ 500 mil — e 13 já contemplados —, recursos do Fundo Clima Pantanal destinados a ações de prevenção e combate a incêndios florestais dentro dos limites do bioma Pantanal.

As iniciativas fortalecem brigadas comunitárias, voluntárias e privadas, além de subsidiar ações de educação ambiental em comunidades para conscientização sobre o uso do fogo.

Os projetos estão distribuídos nas regiões da Nhecolândia, Nabileque, Serra do Amolar, Porto Esperança, Porto Rolon, Curva do Leque e Salobra, abrangendo ações em terras indígenas, unidades de conservação e comunidades tradicionais.

O termo de fomento foi formalizado também com as organizações SOS Pantanal, Funar, UCDB, Instituto Tamanduá, ICAs e Associação Onçafari.

“É uma iniciativa de vanguarda, por meio do Fundo Clima do Pantanal, e estamos comprometidos em transformar essa oportunidade em algo que efetivamente contribua de maneira expressiva para a proteção do bioma, especialmente na região da Serra do Amolar, que contempla inúmeras comunidades”, disse Rabelo.

Preservação de áreas nativas

Em dezembro de 2025, o Governo de MS consolidou a preservação de 126 mil hectares no Pantanal. A iniciativa, executada com recursos do Fundo Clima Pantanal, valoriza financeiramente produtores rurais que mantêm excedentes de vegetação nativa preservados, além das áreas obrigatórias por lei.

Na primeira chamada, foram recebidas 71 inscrições de imóveis rurais localizados no Pantanal. Após análise, 45 propriedades foram classificadas com base no Índice de Serviços Ambientais (ISA), instrumento que considera critérios como conservação da vegetação, conectividade de habitats e relevância ambiental das áreas.

A segunda chamada do subprograma Conservação e Valorização da Biodiversidade (PSA Conservação) foi publicada nesta semana para seleção de projetos que contribuam para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com foco na proteção do Pantanal sul-mato-grossense.

A inscrição para participação na segunda chamada do PSA Conservação deve ser feita por meio do preenchimento de formulário disponibilizado no edital até o dia 6 de abril de 2026. As propostas serão avaliadas com base em critérios como relevância ambiental, impacto positivo para o Pantanal, viabilidade técnica e alinhamento com as políticas públicas estaduais.


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