Campo Grande terá primeiro hotel da rede Hilton no Centro-Oeste

Empreendimento com investimento de R$ 90 milhões deve ter 120 quartos e estrutura para eventos e negócios na capital

Por -Gabriela Porto
Campo Grande terá primeiro hotel da rede Hilton no Centro-Oeste
Empreendimento da bandeira Tapestry Collection by Hilton terá investimento de R$ 90 milhões e cerca de 120 quartos. - Imagem: Divulgação
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Campo Grande receberá seu primeiro hotel da rede Hilton, da Tapestry Collection, com investimento de 90 milhões de reais e previsão de 120 apartamentos. O local será estratégico para o turismo de negócios, tendo espaços para eventos que atenderão tanto hóspedes quanto moradores. O projeto considerou características ambientais da cidade, como a preservação da avifauna, e visa fortalecer a economia local e a visibilidade nacional e internacional. A chegada do hotel está relacionada ao crescimento do turismo na região, especialmente como ponto de conexão para destinos como o Pantanal e Bonito.

Campo Grande vai receber o primeiro empreendimento da rede internacional Hilton Hotels & Resorts na região Centro-Oeste. O hotel será da bandeira Tapestry Collection by Hilton e terá investimento estimado em 90 milhões de reais.

O empreendimento será o quarto hotel dessa categoria no Brasil e deve ampliar a oferta de hospedagem de alto padrão na capital, além de fortalecer a estrutura voltada ao turismo de negócios e eventos.

O projeto prevê cerca de 120 apartamentos e espaços destinados ao público corporativo, com ambientes para reuniões e eventos que poderão ser utilizados tanto por hóspedes quanto por moradores da cidade.

Localização estratégica

O hotel será construído na Avenida Mato Grosso, nas proximidades da rotatória da Via Park, uma das regiões que concentram atividades comerciais e empresariais da capital.

De acordo com o diretor-presidente da Revpar Incorporações, empresa responsável pelo empreendimento, Danilo Canuto, o prazo estimado para conclusão da obra é de até 48 meses após a liberação das licenças necessárias.

A proposta é desenvolver um hotel voltado principalmente ao público empresarial, acompanhando a demanda crescente por hospedagens estruturadas para eventos corporativos e reuniões de negócios.

Projeto leva em conta características da cidade

Durante o planejamento do empreendimento, alguns aspectos ambientais e urbanos da capital foram considerados no projeto arquitetônico.

Um dos exemplos está no uso de vidro na fachada do prédio. A solução precisou ser analisada com cuidado para evitar impactos na avifauna local, já que Campo Grande é conhecida pela presença frequente de aves em áreas urbanas.

Segundo o diretor sênior de Desenvolvimento da rede Hilton no Brasil, Leonardo Lido, essa característica da cidade faz parte da experiência de quem visita a capital.

Ele relata que, durante visitas à área onde o hotel será construído, foi possível observar aves típicas da região, como tucanos, sobrevoando o local, um cenário que costuma chamar a atenção de turistas.

Expansão da rede no Brasil

Este será o primeiro hotel da rede Hilton no Centro-Oeste e um dos empreendimentos mais sofisticados da bandeira Tapestry Collection no país.

Para a empresa, a escolha de Campo Grande está relacionada à posição estratégica da cidade como porta de entrada para importantes destinos turísticos da região.

Quando se fala em Mato Grosso do Sul, locais como o Pantanal e Bonito são frequentemente lembrados por turistas nacionais e internacionais, e a capital funciona como ponto de conexão para esses destinos.

Turismo e desenvolvimento econômico

A chegada de um empreendimento desse porte também está associada ao crescimento do turismo e à expansão econômica da capital.

Para a prefeita Adriane Lopes, investimentos desse tipo contribuem para ampliar a visibilidade da cidade no cenário nacional e internacional.

Ela destaca que novos equipamentos turísticos ajudam a atrair eventos, visitantes e oportunidades de negócios, fortalecendo diferentes setores da economia local.

Outro fator considerado estratégico é a Rota Bioceânica, corredor internacional que vai conectar o Brasil aos portos do Oceano Pacífico.

O projeto envolve cerca de vinte cidades ao longo do trajeto e deve impactar diretamente aproximadamente vinte milhões de pessoas, ampliando a integração logística e comercial entre países da América do Sul.

Além do novo hotel, outras iniciativas também vêm sendo discutidas para impulsionar o potencial econômico e turístico de Campo Grande, como a retomada do Porto Seco, melhorias na estrutura do autódromo e a realização de grandes eventos, entre eles a Expogrande.

A expectativa é que o conjunto dessas ações contribua para ampliar a movimentação econômica e fortalecer o posicionamento da capital como ponto estratégico de negócios e turismo no país.


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