O desmatamento no Pantanal caiu 65% em 2025, com a perda de 291 km² de vegetação, em comparação aos 842,4 km² do ano anterior, impactado por queimadas. O dado de 2025 é 58% inferior à média anual de desmatamento de 697,74 km² registrada entre 2017 e 2024, retornando a níveis mais próximos do padrão histórico. O monitoramento por satélite do Inpe fornece dados para políticas de conservação ambiental e também indicou que na Amazônia foram derrubados 5.731 km² de floresta, evidenciando precisão nos dados. Além disso, a divulgação das taxas consolidada foi antecipada para março, refletindo avanços tecnológicos.
O desmatamento no Pantanal registrou queda de 65% em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No ano passado, foram suprimidos 291 km² de vegetação nativa, área equivalente à cidade de Fortaleza, no Ceará.
Em 2024, o bioma havia perdido 842,4 km² de vegetação, um número elevado principalmente em razão das grandes queimadas que atingiram a região naquele período.
De acordo com o coordenador do programa de monitoramento do desmatamento do Inpe, Cláudio Almeida, o índice de 2025 retorna a níveis mais próximos do padrão histórico.
O monitoramento do Pantanal é realizado desde 2017. Considerando o período de 2017 a 2024, a média anual de desmatamento foi de 697,74 km², ou seja, o resultado de 2025 ficou 58% abaixo dessa média.
O Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros acompanha anualmente a perda de vegetação nativa em todos os biomas do país. O sistema utiliza imagens de satélite para mapear áreas desmatadas, oferecendo dados confiáveis para embasar políticas públicas de conservação ambiental.
O levantamento trouxe ainda números consolidados da Amazônia, onde foram derrubados 5.731 km² de floresta em 2025. O dado ficou muito próximo das estimativas preliminares, com diferença de apenas 1,12%, refletindo maior precisão nos sistemas de monitoramento.
Outro destaque foi a antecipação da divulgação da taxa consolidada, que normalmente ocorre entre abril e maio. Neste ano, os dados finais foram apresentados em março, mostrando avanços na tecnologia de análise e processamento das informações.