Em 2025, o transporte ferroviário de cargas no Brasil alcançou 555,48 milhões de toneladas úteis, um aumento de 2,57% em relação ao ano anterior, demonstrando a relevância do modal para o escoamento interno e o comércio exterior. O minério de ferro e o setor agrícola, que cresceu 4,62%, foram os principais responsáveis por esse resultado. O governo brasileiro planeja investir R$ 140 bilhões em 2026, com foco em projetos estratégicos e na sustentabilidade do transporte ferroviário. O crescimento do setor contribui para a redução de custos logísticos e emissões de gases, fortalecendo a competitividade da economia.
O transporte ferroviário de cargas no Brasil atingiu 555,48 milhões de toneladas úteis (TU) em 2025, registrando alta de 2,57% em relação a 2024, segundo dados do Ministério dos Transportes. Esse resultado representa o terceiro recorde consecutivo de movimentação de cargas pelo modal ferroviário no país, consolidando sua importância estratégica para o escoamento interno e o comércio exterior.
O minério de ferro manteve protagonismo, com 401,35 milhões de TU, aumento de 2,72% em relação a 2024. O setor agrícola apresentou o melhor desempenho percentual, avançando 4,62%, impulsionado pelo transporte de grãos de Mato Grosso para o Sudeste e portos da região. Outras mercadorias cresceram 3,43%, reforçando a diversidade de cargas transportadas pelos trilhos brasileiros.
Segundo o Secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, “o crescimento do transporte ferroviário não é apenas uma tendência, mas uma infraestrutura crucial para o desenvolvimento econômico do país nos próximos anos”.
Para 2026, o Governo prevê R$ 140 bilhões em investimentos, com realização de oito leilões de concessões e projeção de R$ 600 bilhões aplicados no modal nos próximos anos. Entre as principais ações, destacam-se:
Entre 2023 e 2025, o setor recebeu R$ 40 bilhões em investimentos, 60% a mais que o total aportado de 2019 a 2022, refletindo a crescente prioridade do governo em ampliar a logística ferroviária e reduzir custos de transporte, emissões de gases de efeito estufa e congestionamento rodoviário.
O transporte ferroviário de grãos, minérios e outras cargas permite reduzir a circulação de caminhões nas rodovias, diminuir custos logísticos e contribuir para a sustentabilidade do setor. O crescimento contínuo do modal reforça a eficiência e competitividade da economia brasileira, especialmente nos setores agropecuário e mineral, fundamentais para as exportações do país.