A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, o menor nível desde 2012, com 5,9 milhões de pessoas desocupadas, uma queda de 17,1% em relação ao ano anterior. A renda média atingiu R$ 3.652 e a massa salarial alcançou R$ 370,3 bilhões, ambos recordes. O número de ocupados chegou a 102,7 milhões, e a taxa de informalidade recuou para 37,5%. O setor da administração pública e serviços financeiros impulsionaram o aumento da ocupação, enquanto a indústria geral apresentou retração.
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2026, repetindo o patamar registrado entre agosto e outubro de 2025. O índice representa o menor nível da série histórica comparável iniciada em 2012.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, quando a taxa era de 6,5%, houve queda de 1,1 ponto percentual.
Cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país no período analisado. O número ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas representa uma redução de 17,1% na comparação anual, o equivalente a 1,2 milhão de pessoas a menos em busca de trabalho.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, o maior valor já registrado pela série histórica da pesquisa.
O indicador teve aumento de 2,8% no trimestre e crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A massa de rendimento real habitual também alcançou recorde, somando R$ 370,3 bilhões. O valor representa crescimento de 2,9% no trimestre, com acréscimo de R$ 10,5 bilhões, e avanço de 7,3% na comparação anual, o equivalente a mais R$ 25,1 bilhões em circulação na economia.
O total de pessoas ocupadas no país chegou a 102,7 milhões no trimestre encerrado em janeiro, o maior contingente desde o início da série histórica.
O número ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou crescimento de 1,7% no ano, o que representa aumento de cerca de 1,7 milhão de trabalhadores.
O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, ficou em 58,7%. O indicador permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior, quando estava em 58,8%, e subiu 0,5 ponto percentual na comparação anual.
De acordo com a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, os resultados indicam estabilidade no mercado de trabalho.
Segundo ela, apesar de janeiro normalmente registrar redução no número de trabalhadores devido ao encerramento de vagas temporárias, os resultados positivos de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal.
A taxa de subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e aquelas que poderiam trabalhar mas não estavam procurando emprego, ficou em 13,8%.
O indicador permaneceu estável na comparação trimestral e apresentou queda de 1,8 ponto percentual na comparação anual, quando estava em 15,5%.
A população desalentada, formada por pessoas que desistiram de procurar trabalho, foi estimada em 2,7 milhões. O número ficou estável no trimestre, mas caiu 15,2% no ano, com redução de aproximadamente 476 mil pessoas.
O percentual de desalentados foi de 2,4%, mantendo estabilidade no trimestre e queda de 0,4 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores.
O índice é o menor desde julho de 2020. No trimestre anterior, a taxa estava em 37,8%, enquanto no mesmo período de 2024 era de 38,4%.
Segundo o IBGE, a queda da informalidade está associada principalmente à redução do número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado e ao aumento da formalização entre trabalhadores por conta própria por meio do registro no CNPJ.
O número de empregados no setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, chegou a 39,4 milhões.
O contingente ficou estável no trimestre, mas registrou crescimento de 2,1% na comparação anual, com aumento de cerca de 800 mil trabalhadores.
Já o total de empregados sem carteira assinada no setor privado somou 13,4 milhões de pessoas, permanecendo estável tanto no trimestre quanto na comparação anual.
Entre os trabalhadores por conta própria, o número chegou a 26,2 milhões. O grupo manteve estabilidade no trimestre, mas cresceu 3,7% em relação ao ano anterior, com aumento de 927 mil pessoas.
O número de trabalhadores domésticos foi estimado em 5,5 milhões, com estabilidade na comparação trimestral e queda de 4,5% no ano, o equivalente a menos 257 mil trabalhadores.
Na análise por grupamentos de atividade, dois setores registraram crescimento no trimestre em relação ao período anterior.
O segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas cresceu 2,8%, com aumento de cerca de 365 mil trabalhadores.
Outro destaque foi o setor de outros serviços, que avançou 3,5%, o equivalente a mais 185 mil pessoas ocupadas.
Por outro lado, a indústria geral apresentou retração de 2,3%, com redução de aproximadamente 305 mil trabalhadores no trimestre.
Na comparação anual, os maiores avanços ocorreram nos setores de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que cresceram 4,4%, com acréscimo de 561 mil trabalhadores.
O maior crescimento foi registrado no grupo de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com alta de 6,2%, o equivalente a mais 1,1 milhão de pessoas ocupadas.
Já o setor de serviços domésticos apresentou redução de 4,2% no número de trabalhadores na comparação anual.