Campo Grande inicia 2026 como o principal polo econômico de Mato Grosso do Sul, evidenciado pelo registro de 546 novas empresas em janeiro, especialmente no setor de Serviços, que representa 78,31% das aberturas. O mercado de trabalho local se destaca com uma taxa de desemprego de 3,1% e a oferta de 1.213 vagas de emprego. Projetos estruturantes, como a reforma do aeroporto e financiamentos de R$ 129 milhões, visam fortalecer a infraestrutura e o desenvolvimento econômico. O planejamento estratégico e a atração de investimentos demonstram a resiliência da economia local, mesmo em um cenário nacional desafiador.
Campo Grande inicia 2026 reafirmando sua posição como principal polo econômico de Mato Grosso do Sul. Dados do Boletim Econômico de janeiro, elaborados pelo Observatório de Desenvolvimento Econômico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, apontam crescimento consistente, fortalecimento do mercado de trabalho e ampliação de investimentos estratégicos.
Somente em janeiro, o município registrou a abertura de 546 novas empresas, parcela expressiva das 1.254 constituídas em todo o Estado no período. O resultado mantém a Capital na liderança estadual na geração de novos empreendimentos e reforça sua centralidade na dinâmica econômica regional.
A distribuição por setor evidencia a predominância do segmento de Serviços, responsável por 78,31% das novas empresas abertas. O Comércio aparece na sequência, com 19,4%, seguido pela Indústria, com 2,23%. O desempenho demonstra a consolidação das atividades voltadas à prestação de serviços especializados e a diversificação progressiva da base econômica local.
O mercado de trabalho iniciou o ano em trajetória positiva. A Fundação Social do Trabalho ofertou 1.151 vagas na primeira semana de janeiro. Até o dia 26, o número já havia alcançado 1.213 oportunidades em diferentes áreas e níveis de qualificação.
No cenário estadual, Mato Grosso do Sul encerrou o quarto trimestre de 2025 com taxa de desemprego de 2,4%, a menor da série histórica. Em Campo Grande, o índice foi de 3,1%, posicionando a Capital entre as quatro menores taxas de desocupação entre as capitais brasileiras.
Os indicadores reforçam a capacidade da economia local de gerar empregos formais, ampliar renda e sustentar o consumo interno.
Em março, o município também deve receber a COP15, com expectativa de público superior a três mil pessoas, o que tende a movimentar setores como hotelaria, comércio e serviços.
Entre os projetos estruturantes previstos para 2026 estão a reforma do Aeroporto Internacional de Campo Grande, com investimento estimado em R$ 300 milhões, a ampliação do Shopping Campo Grande, que prevê a instalação de 150 novas lojas, além da revitalização da antiga rodoviária e da implantação da Casa do Comércio na região central.
No campo do crédito produtivo, o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste aprovou R$ 129 milhões em financiamentos na primeira reunião do ano. A expectativa é que até R$ 3,5 bilhões estejam disponíveis ao longo de 2026 para impulsionar os setores empresarial e rural.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, afirma que os resultados refletem o planejamento estratégico adotado pela gestão municipal.
Segundo ele, os números demonstram confiança do setor produtivo e são consequência de ações voltadas à desburocratização, ao incentivo ao empreendedorismo e à atração de investimentos. O secretário reforça que o crescimento econômico está alinhado ao planejamento urbano e à responsabilidade ambiental.
Mesmo diante de um cenário nacional que exige atenção, como a taxa básica de juros em 15% ao ano e a variação inflacionária registrada em janeiro, Campo Grande demonstra capacidade de adaptação e resiliência econômica, sustentada pela geração de empregos, abertura de empresas e investimentos estruturantes.