A inflação que serve de base para reajuste de aluguel, medida pelo IGP-M, caiu 0,73% em fevereiro, acumulando uma retração de 2,67% em 12 meses, refletindo a desaceleração dos preços. A queda foi impulsionada pela redução nos preços de commodities como minério de ferro, soja e café, que afetam os custos de produção. Além disso, a inflação ao consumidor, medida pelo IPC, subiu 0,30%, indicando um ritmo mais lento nos aumentos de preços em setores como alimentação e saúde. A tendência de queda no IGP-M sinaliza menos pressão sobre os reajustes de aluguel, beneficiando consumidores e empresas.
A inflação usada como base para reajustar contratos de aluguel registrou queda em fevereiro, reforçando a desaceleração dos preços e reduzindo a pressão sobre aumentos.
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou 0,73% no mês e acumula retração de 2,67% em 12 meses, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O resultado reverte a alta registrada em janeiro e amplia o movimento de enfraquecimento do índice ao longo do último ano. Em fevereiro de 2025, o indicador apresentava cenário oposto, com alta mensal de 1,06% e avanço superior a 8% em 12 meses, pressionando reajustes em contratos e serviços.
A principal influência para o recuo do índice foi a redução nos preços de commodities importantes, como minério de ferro, soja e café. Esses produtos impactam diretamente os custos de produção em diversas cadeias produtivas.
Entre os destaques:
A redução desses custos refletiu principalmente no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede preços no atacado e tem maior peso na composição do IGP-M. O IPA caiu 1,18% em fevereiro, após ter registrado alta no mês anterior.
Além da queda nos custos de produção, a inflação que afeta diretamente o consumidor, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), subiu apenas 0,30% em fevereiro, abaixo do registrado em janeiro.
A desaceleração foi observada em setores como alimentação, saúde, educação e transportes, indicando menor ritmo de aumento nos preços pagos pelas famílias.
No setor da construção civil, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,34%, também em ritmo menor que no início do ano. A desaceleração foi influenciada principalmente pela redução da pressão sobre os custos de mão de obra.
O IGP-M é um dos principais indicadores utilizados para reajustar contratos de aluguel, além de influenciar tarifas públicas e contratos de prestação de serviços.
Quando o índice sobe, os reajustes tendem a ser maiores; em períodos de queda, como o atual, a tendência é de menor pressão sobre aumentos, o que pode aliviar os custos para consumidores e empresas.