Boi gordo chega a R$ 323/@ com frigoríficos adotando postura cautelosa
Escalas curtas, pasto firme e demanda externa sustentam preços mesmo com consumo interno mais fraco no início de 2026
Arroba do boi mantém sustentação acima de R$ 320. - Foto: Reprodução / Divulgação.
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O mercado de boi gordo está estável, com preços de R$ 323/@ para o boi padrão exportação e R$ 319/@ para o boi comum, devido a oferta ajustada e baixa pressão de venda. A demanda externa forte e condições adequadas das pastagens também ajudam a manter os preços. Embora os frigoríficos sejam cautelosos nas compras, o cenário atual permite que os produtores mantenham os preços, refletindo equilíbrio entre oferta e demanda. A expectativa de aumento no consumo com o início do mês contribui para uma percepção otimista do mercado.
O mercado de boi gordo registra arroba do boi padrão exportação em R$ 323/@, enquanto o boi comum é negociado a R$ 319/@. Segundo a Scot Consultoria, a manutenção desses preços ocorre mesmo diante de consumo interno mais fraco, refletindo oferta ajustada e menor pressão de venda por parte dos produtores.
A firmeza da arroba é resultado da combinação de escalas de abate encurtadas, pastagens em boas condições e capacidade do pecuarista de manter os animais no campo, além da demanda externa consistente que sustenta a indústria. A expectativa de maior movimentação do consumo com a virada do mês também contribui para melhorar a percepção do mercado.
Ajuste de preços e equilíbrio oferta-demandaNa última semana, houve alta de R$ 1/@ tanto no boi sem padrão exportação quanto no boi-China, reforçando a percepção de equilíbrio entre oferta e demanda. Janeiro historicamente apresenta menor ritmo de consumo interno, mas o cenário atual permite que os produtores sustentem preços com maior poder de negociação, devido à restrição momentânea de animais disponíveis.
Frigoríficos mantêm cautela nas comprasApesar do suporte ao preço, os frigoríficos adotam postura cautelosa. De acordo com a Agrifatto, parte das indústrias reduziu o ritmo de compras diante de queda nas vendas internas e menor ritmo de exportações na terceira semana de janeiro. Algumas unidades priorizam negociações seletivas, evitando pressão baixista sobre o valor da arroba.